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Adeus, China: O último bailarino de Mao, Li Cunxin

Uma autobiografia emocionante, que aborda toda a vida de Li Cunxin, desde o seu nascimento em um vilarejo camponês pobre do interior da China, até o seu sucesso como bailarino no ocidente. Fadado à pobreza e ao trabalho no campo, surge para Li Cunxin uma oportunidade única de mudar seu destino quando é escolhido para treinar balé na academia da Madame Mao. Em uma sociedade tão reprimida, a determinação do autor em alcançar os seus sonhos é impressionante. A obra permite uma verdadeira imersão na realidade da China comunista, relatando a pobreza dos camponeses e as dificuldades de acesso à cultura ocidental. Embora a leitura tenha algumas partes mais lentas, o livro é muito fácil e gostoso de ler.

 

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Caixa de pássaros, Josh Malerman

Um verdadeiro thriller psicológico… O leitor se depara com um mundo assolado pelo terror, em que as pessoas precisam viver de olhos fechados pra poderem sobreviver!!! Quem abrir os olhos e se depara com algum alguma das misteriosas criaturas, conete suicídio! Nesse cenário que acompanhamos a luta pela sobrevivência da protagonista e de seus dois filhos pequenos, que já nasceram no meio desse caos, que buscam algum refúgio livre do perigo. A ideia por trás do livro é muito boa, a leitura é instigante e rápida, mas achei os personagens bem raso, de forma que o leitor não consegue se envolver tanto na história. Mas mesmo assim, é um suspense que vale a pena ler!

 

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A mulher que escreveu a bíblia, Moacyr Scliar

Essa obra foi uma grande surpresa para mim, ainda mais por nunca ter lido nada de Moacyr Scliar! Em “A mulher que escreveu a bíblia”, uma mulher dos nossos tempos faz uma consulta sobre suas vidas passadas e descobre que já foi uma das esposas de um rei famoso na nossa história – o Rei Salomão. A partir daí, o autor volta a esse passado e constrói, com uma narrativa em primeira pessoa, a vida dessa mulher, que foi dada ao rei pelo próprio pai, chefe tribal.

A narrativa mescla de forma muito interessante – e cômica – a história do Rei Salomão com a vida de uma de suas 700 esposas – a mais feia de todas, mas a única que sabia escrever. Por ser feia, a mulher é inicialmente rejeitada pelo rei. No entanto, após descobrir a sua rara capacidade de ler e escrever, o Rei Salomão lhe confere a incumbência – nada fácil – de reescrever a história da humanidade, principalmente do povo hebreu.

“A mulher que escreveu a bíblia” é uma leitura é muito rápida, divertida e descomplicada, abordando, cheia de ironia, temas como religião, história, sexo e culto à beleza. Recomendadíssimo!!!

E aí, alguém me recomenda o próximo livro de Moacyr Scliar?

 

Trecho do livro:

“Por que precisavas te meter a besta?
Já não bastava tua feiura, tinhas de bancar a inteligente?”

 

Edição – Companhia de Bolso / Número de páginas: 168 / Ano de publicação: 2007

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Holocausto brasileiro, Daniela Arbex

Não tenho muito interesse em livros jornalísticos e, após a leitura de Holocausto Brasileiro, ainda mantenho minha opinião. Mas isso não tira as qualidades da obra e nem torna a leitura uma experiência negativa. Pelo contrário, aprendo muito sobre um episódio da nossa história do qual não sabia quase nada. Por meio de relato de sobreviventes, a autora expõe a história do maior hospício brasileiro, O Colônia, e as atrocidades que foram cometidas ao longo de várias décadas. O tratamento dado aos pacientes era, na verdade, tortura. Vivendo em condições sub-humana, as mortes no Colônia eram rotina. Para ilustrar ainda mais esse episódio, o livro é repleto de fotos tiradas na época em que o “hospital” estava em funcionamento. Ao final, achei a leitura um pouco repetitiva, mas ainda assim acho que é uma leitura obrigatória para qualquer brasileiro.

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A invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares

Achei o começo bem confuso e arrastado, mas ao longo da leitura, comecei a ficar mais pela obra. A invenção de Morel é um clássico da ficção latino-americana e narra a história de um fugitivo político, condenado à prisão perpétua na Venezuela, que busca refúgio em uma ilha misteriosa. Apesar de a ilha ser conhecida por uma epidemia letal, o protagonista se depara com um grupo de turistas nada comum, que – por algum motivo não conhecido – ignora completamente a sua presença, e máquinas que conseguem manipular a imagem e o tempo, reproduzindo realidades passadas.
Edição rara da Cosac Naify, muito bem feita (mas fiquem tranquilos que a Editora Biblioteca Azul lançou recentemente uma nova edição).

 

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As montanhas de Buda, Javier Moro

Antes de começar a ler esse livro, eu não estava esperando muita coisa, nada além de um romance raso. No entanto, fui surpreendido com a riqueza histórica e com a força da obra. Ao mesmo tempo em que narra a história de duas monjas tibetanos, ex-prisioneiras e vítimas do imperialismo chinês, Javier morou nos dá uma verdadeira aula sobre o budismo e a essência do povo tibetano. A história é muito triste, com momentos de tortura que embrulham o estômago, mas também consegue nos mostrar a força inimaginável da crença de Kinsom e Yandel. Após sofrerem muito prisão, as protagonistas conseguem fugir e, atravessando a pé o Himalaia, tentam chegar até a Índia para refugiar com Dalai-lama. Leitura muito interessante, principalmente para quem tem vontade de conhecer um pouco mais sobre o budismo. Fica na nossa cabeça por muito tempo!

 

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O vermelho e o negro, Stendhal

Julien Sorel, protagonista da obra, nasceu em uma família pobre, na França pós napoleônica, mas com forte ambição de ascender socialmente. Para atingir seu objetivo, Julien opta pelo caminho da religião. Mesmo sem ter muita fé, a riqueza e a estrutura social da igreja aparentam ser uma forma de rápida de se livrar da pobreza em que vive. No entanto, o protagonista se depara com uma classe hipócrita e repleta de indivíduos que, a seu ver, não fariam jus à posição conquistada. Mas será que com o tempo, o próprio Julien não se tornará um desses aristocratas desprezíveis? A leitura é densa e profunda, chegando às vezes a ser cansativa. O livro, no entanto, é um clássico, muito bem escrito e que merece ser lido! Edição exclusiva da @taglivros