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Os irmãos Sisters, Patrick de Witt

Não costumo ler muitos romances com uma temática do faroeste, mas o livro enviado pela @taglivros para o mês de abril foi uma surpresa muito positiva! A leitura é extremamente agradável e rápida. Acompanhamos a história de dois irmãos conhecidos por seu trabalho como
assassinos de aluguel, os irmãos Sisters. Apesar de tratar de um tema batido, a narrativa é inteligente, com um toque cômico, e os personagens muito bem construídos. Além disso, a sensibilidade de Eli, o narrador personagem, traz reflexões envolvendo a violência, a ganância e o peso de tirar a vida de alguém. Recomendo!!

 

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Os pilares da terra, Ken Follett

Um dos meus romances históricos preferidos. O pano de fundo da narrativa é a Inglaterra medieval do século XII e a construção de uma catedral gótica. O autor nos mostra com o poder da Igreja – e o medo do divino – controlava a vida dos cidadãos. Intrigas políticas, os costumes da nobreza e o dia a dia da classe social mais baixa, responsável pela construção da catedral, também são temas abordados no livro. Os personagens são extremamente bem construídos e o leitor acaba se envolvendo muito com a trama! São quase mil páginas de leitura fluída, rica em história e muito intrigante…

 

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1984, George Orwell

Uma narrativa atemporal e um marco dos romances distópicos! Em 1984, George Orwell criou uma sociedade distópica, em que tudo é controlado e todos são manipulados pelo Grande Irmão, personificação de um poder autoritário.

Nessa sociedade, os indivíduos vivem sozinhos, não constroem laços com seus pares, apesar de fazerem tudo coletivamente. Os registros do passado são constantemente alterados pelo Ministério da “Verdade”, onde trabalha Winston, o protagonista do livro. É a história sendo reescrita para que o governo consiga se manter no poder, maquiando a verdade e criando uma ideia de que a sociedade atual é a perfeita. Para se proteger, qualquer forma de pensamento opositor é completamente proibida.

A escrita de Orwell é muito fluida e gostosa de ler. Daqueles livros que prendem e envolvem o leitor. Li esse livro ainda na escola e posso afirmar que foi um dos grandes responsáveis por despertar o meu gosto pela leitura!

A obra também nos faz refletir muito, principalmente considerando os dias atuais, em que também nos sentimos vigiados e controlados o tempo todo. 1984, George Orwel, é uma leitura obrigatória e está, com certeza, na lista de livros favoritos!

 

Trecho do livro:

Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.”

“Dia a dia e quase minuto a minuto o passado era atualizado. Desse modo era possível comprovar com evidências documentadas que todas as previsões feitas pelo Partido haviam sido acertadas; sendo que, simultaneamente, todo vestígio de notícia ou opinião conflitante com as necessidades do momento era eliminado. A história não passava de um palimpsesto, raspado e reescrito tantas vezes quantas fosse necessário. Uma vez executado o serviço, era absolutamente impossível provar a ocorrência de qualquer tipo de falsificação.”

Dados do livro:

Editora: Companhia das Letras

Número de páginas: 416

Ano de publicação da obra: 1949

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Crime e castigo, Fiódor Dostoiévski

Acho que muitos vão ficar indignados com a minha nota, pensando o que eu deveria ter dado um 10. De fato, não há como negar que a obra é um clássico e MUITO bem escrita. No entanto, achei a leitura muito arrastada em grande parte do livro, com diálogos enfadonhos e que fugiam do enredo da história. Por outro lado, a obra teve vários pontos altos… Dentre eles o que mais me intrigou foram as cenas do assassinato e do interrogatório do protagonista! Além disso, a obra é altamente psicológica, com uma exposição impecável dos anseios vividos por Raskólnikov. O protagonista defende uma teoria muito interessante: Por que algumas personalidades, como Napoleão, se tornaram grandes nomes da história, mesmo tendo cometidos diversos crimes? O que os diferencia dos demais cidadãos? Ou seja, Apesar das críticas, recomendo a leitura, mas já aviso que não foi fácil e demandou certo tempo! E vocês, o que acharam?

 

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A máquina de fazer espanhóis, Valter Hugo Mãe

Arrisco dizer que esse é um dos meus livros favoritos! A escrita de Valter Hugo Mãe é sempre brilhante, extremamente poética, como se cada palavra tivesse sido pensada e repensada antes de ser incluída no texto. Nessa obra, o autor aborda de forma muito sensível – e com certo toque de humor – a velhice do ser humano. Tamanha é a profundidade com que a narrativa é construída, que o leitor se sente como se estivesse “dentro” da cabeça do protagonista, partilhando com ele a solidão, os anseios, a impaciência e as angústias trazidas pelo acúmulo dos anos. Um verdadeiro ensaio sobre a velhice! Leiam!

 

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O Xamã, Noah Gordon

Em o Xamã, Noah Gordon dá sequência à história da Família Cole, narrada em O Físico, e da sua relação com a medicina. O cenário é os Estados Unidos do século XIX, envolto em discussões envolvendo as populações indígenas, a escravidão, os dogmas religiosos e a Guerra da Secessão. A obra narra a história de dois médicos, Roberto Judson Cole, que possui o dom de sentir a morte chegando em seus pacientes, e Robert Jefferson Cole, um menino surdo, também conhecido como Xamã. Achei interessante a abordagem da relação (e conflitos) entre a medicina ocidental e o misticismo da curandeira. Em alguns momentos, a narrativa fica um pouco lenta, principalmente quando o autor se aprofunda no tema da Guerra da Secessão. No entanto, apesar de não superar O Físico, ainda assim é um ótimo romance histórico!

 

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Desonra, J. M. Coetzee

Vencedor do Man Booker Prize, Desonra narra a história de um professor universitário que, após se envolver em um romance com uma de suas alunas e ser expulso da universidade, resolve passar um tempo na casa de sua filha, na África do Sul pós-apartheid. Apesar de Coetzee criar uma narrativa com personagens comuns, aborda inúmeros temas sensíveis e polêmicos, como abuso sexual, racismo, violência, submissão, maus-tratos contra animais… É um livro real, seco, pesado, com cenas fortes e que prende muito o leitor!

 

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