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A catedral do mar, Ildefonso Falcones

Uma verdadeira surpresa! Já tinha ouvido falar bem desse livro, mas demorei para consegui encontrar, pois estava esgotado… Comprei no site estante virtual e, depois que li, percebi que a procura valeu à pena! Utilizando como cenário Barcelona do século XII e a construção da igreja de Santa Maria do Mar, templo gótico medieval, o autor catalão nos brinda com a história de Arnau Estanyol e sua trajetória de um pobre filho de servo até um comerciante bem sucedido. A obra ainda passa por temas como a fé, servidão, injustiça e a peste. Não é um romance tão profundo, em termos psicológicos, mas agrada muito e entretém o leitor! Ótima opção de romance histórico, principalmente para quem gosta na época medieval!

 

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Anna Kariênina, Liev Tolstói

Anna Kariênina não é um clássico por acaso! O leitor é levado a uma imersão profunda nos contrastes da Rússia do século XIX: o campo e as grandes capitais; as intrigas da aristocracia e e a simplicidade dos mujiques; os costumes das classes mais características do país. Tomando como pano de fundo a vida de Anna e Lievin – dois protagonistas que se encontram apenas uma vez ao longo da obra, mas possuem muito em comum -, Tolstói criou um romance muito agradável. O autor ainda consegue trazer uma série de reflexões acerca do papel da mulher na sociedade, os valores dos habitantes do campo, a ganância da aristocracia das cidades…. Enfim, é um livro completo!

 

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O professor, Cristóvão Tezza

Enquanto prepara o seu discurso de agradecimento a um prêmio acadêmico que receberá, Eliseu, o protagonista, narra a sua história de vida, passando por episódios marcantes e memoráveis. Escrito em primeira pessoa, o leitor logo percebe que Eliseu, sentindo-se solitário, busca, na verdade, encontrar um propósito em tudo o que fez ao longo dos seus mais de 70 anos. É uma obra muito agradável e nos faz pensar sobre o propósito da vida: quando envelhecermos, vamos olhar para o passado e ficar satisfeitos com o que fizemos?

 

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Travessuras da menina má, Mario Vargas Llosa

Llosa é, na minha opinião, um dos melhores escritores contemporâneos. Nesse romance, o autor narra os encontros e desencontros do peruano Ricardo e da chilena Lily, desde o início do amor de adolescência. A obra tem como cenário as passagens dos personagens pela Paris dos anos 60, pela Londres hippie e das drogas, por Tóquio dos mafiosos e por Madri das transições políticas dos anos 90. Com personagens muito bem construídos, o romance flui de forma muito agradável e intrigante! É um daqueles livros que você nem percebe o tempo passar! .
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“ Reparei perfeitamente, até demais, há um bocado de tempo, e o pior é que não me vingo. Até parece que gosto. Somos o casal perfeito: a sádica e o masoquista”. (p. 203)

 

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Botchan, Natsume Soseki

Da agitada cidade de Tóquio para a inóspita ilha de Shikoku, Japão. É esse mudança radical de vida que acompanhamos em Botchan. A obra narra a vida de um jovem professor de matemática que aceita lecionar para alunos ginasiais de uma escola pequena. Lá, além de se acostumar com a vida no interior, Botchan ainda sofre problemas com a recepção dos alunos. É um enredo que revela o choque cultural entre a vida conturbada de uma cidade grande e o dia a dia no interior.

A capacidade de Natsume Soseki em colocar o leitor “dentro” dos pensamentos do personagem, que, no caso, é impaciente, impulsivo e ríspido, é impressionante. Botchan é um personagem muito humano e isso transparece para quem lê a obra. Também gostei de encontrar na obra alguns aspectos típicos da vida de um cidadão comum japonês.

Escrita leve e bem humorada! Estou curioso para ler outros livros desse autor.

 

Trecho do livro:

“Era um pedido totalmente exorbitante, para alguém tão impulsivo como eu, servir de exemplo aos alunos e ser um modelo respeitado por toda a escola. Segundo ele, eu não me tornaria um educador se não estendesse  a influência de minha virtude moral para além dos bancos escolares. Haveria alguém de tão nobre caráter que em sã consciência se deslocaria para este fim de mundo por um salário de quarenta ienes?”

 

Editora: Estação Liberdade

Número de páginas: 184

Ano de publicação: 2016

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As boas mulheres da China, Xinran

Em “As boas mulheres da China”, Xinran nos presenteia com os relatos sobre a vida de mulheres de diferentes idades e classes sociais, mas com um ponto em comum: o abuso e a submissão em relação ao marido, pais e irmãos. Em seu programa de rádio, a jornalista recebia desabafos e denúncias de ouvintes sobre o sofrimento vivenciado pela mera de condição de ser mulher e tentava, de certa forma, escancarar essa realidade até então tratada como um verdadeiro tabu no país. Xinran dá voz às mulheres.

 

Ao demonstrar a realidade enfrentada no final do século passado, com relatos datados de 1989 a 1997, a autora se deparar inúmeras vezes com temas envolvendo casamentos forçados, abusos sexuais, abusos psicológicos, objetificação da mulher e pobreza extrema. Alguns relatos são tão fortes que fica até mesmo difícil de acreditar que de fato ocorreram.

É, ao mesmo tempo, chocante e surpreendente! Um livro que recomendo muito e que aborda uma temática extremamente atual.

 

Editora: Companhia de Bolso.

Número de páginas: 256.

Ano de publicação: 2007.

 

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Vozes de Tchernóbil, Svetlana Aleksiévitch

Nessa obra, Svetlana traz uma coletânea de entrevistas feitas com sobreviventes da catástrofe de Tchernóbil, ocorrida na década de 80. Apesar da gravidade do episódio, não se sabe muito das consequências sofridas pela população que foi afetada pelo incidente. Dessa forma, a autora dá voz aos esquecidos, abordando, por meio das entrevistas, não apenas diferentes pontos de vista sobre a catástrofe, mas também as marcas que foram deixadas em cada indivíduo. Para isso, a autora passa por temas como a morte, guerra, amor e ciência. Apesar de a narrativa não ser das mais leves, é muito agradável e enriquecedora.

 

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