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Admirável mundo novo, Aldous Huxley

Um romane distópico genial, que merece ser lido! Situado no ano de 634 d.f (depois de Ford), acompanhamos os conflitos internos de Bernad Marx, que passa a questionar os valores de uma sociedade regida por um governo totalitário, que aliena os cidadãos, proíbe o amor e incentiva a promiscuidade. Nesse “mundo novo”, os indivíduos não possuem um pai ou uma mãe, mas são criados em laboratório e modificados geneticamente para para pertencer a determinada casta e exercer uma atividade específica. É nesse cenário que acompanhamos a ida – e o
choque – do protagonista à reserva selvagem, local em que poucos cidadãos, vistos como verdadeiros selvagens, tentam manter os antigos valores de família e comunidade. O autor nos faz refletir sobre temas muito discutidos no cenário de conturbações políticas e sociais que vivemos. Uma obra atual e influente!

 

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A balada de Adam Henry, Ian McEwan

Esse foi meu primeiro contato com o autor, que vem sendo aclamado pela crítica recentemente! De fato, a ideia por trás da obra é muito boa: o conflito entre a racionalidade de Fiona Meye, uma juíza especializada em direito de família e que enfrenta diversos problemas em sua vida pessoal, e a sensibilidade de Adam, um jovem de 17 anos que depende de uma transfusão de sangue, embora os pais, Testemunhas de Jeová, sejam contra o procedimento. Quando recebe a incumbência de decidir sobre a vida de Adam, a juíza decide visitá-lo no hospital para, somente depois, proferir sua decisão. A partir disso, nasce uma laço entre Adam e Fiona que afetará diretamente a vida dos dois, cujos desdobramentos serão apresentados ao longo do livro. Me decepcionei um pouco com o final, mas o tema realmente me interessou, não só por discussões relativas ao mundo jurídico, mas principalmente por abordar questões éticas acerca do fanatismo religioso! Recomendo!

 

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Os bebês de Auschwitz, Wendy Holden

Esse livro ficou encostado na minha estante por um bom tempo… A capa não me agradava muito, parecia ser algo muito comercial. Quando vi a avaliação no Skoob, me animei e resolvi ler! A autora narra a história – verídica – de três jovens judias grávidas durante a Segunda Guerra Mundial e a sua luta diária pela sobrevivência nos campos de concentração. Apesar de ser um tema recorrente, muito abordado em livros, o sofrimento e a crueldade vivida pelos judeus – e outras minorias perseguidas por Hitler – foi tão extrema que devem sempre ser lembradas, para nos mostrar até onde o poder e a loucura de um ser humano. Algumas passagens do livro são tão absurdas que chegam a embrulhar o estômago, são cenas difíceis de acreditar…. A nota só não é maior, pois no começo achei a narrativa um pouco repetitiva, já que a autora se preocupa muito em mostrar os detalhes e sua extensa pesquisa sobre o período em questão! No entanto, a partir da página 80 a leitura passou a me agradar e também consegui me apegar um pouco mais às personagens – embora a autora não trabalhe tanto o aspecto psicológico de cada uma. De qualquer forma, vale a leitura, ainda mais por ser uma história verídica e de muita superação!

 

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Os irmãos Sisters, Patrick de Witt

Não costumo ler muitos romances com uma temática do faroeste, mas o livro enviado pela @taglivros para o mês de abril foi uma surpresa muito positiva! A leitura é extremamente agradável e rápida. Acompanhamos a história de dois irmãos conhecidos por seu trabalho como
assassinos de aluguel, os irmãos Sisters. Apesar de tratar de um tema batido, a narrativa é inteligente, com um toque cômico, e os personagens muito bem construídos. Além disso, a sensibilidade de Eli, o narrador personagem, traz reflexões envolvendo a violência, a ganância e o peso de tirar a vida de alguém. Recomendo!!

 

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Os pilares da terra, Ken Follett

Um dos meus romances históricos preferidos. O pano de fundo da narrativa é a Inglaterra medieval do século XII e a construção de uma catedral gótica. O autor nos mostra com o poder da Igreja – e o medo do divino – controlava a vida dos cidadãos. Intrigas políticas, os costumes da nobreza e o dia a dia da classe social mais baixa, responsável pela construção da catedral, também são temas abordados no livro. Os personagens são extremamente bem construídos e o leitor acaba se envolvendo muito com a trama! São quase mil páginas de leitura fluída, rica em história e muito intrigante…

 

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1984, George Orwell

Uma narrativa atemporal e um marco dos romances distópicos! Em 1984, George Orwell criou uma sociedade distópica, em que tudo é controlado e todos são manipulados pelo Grande Irmão, personificação de um poder autoritário.

Nessa sociedade, os indivíduos vivem sozinhos, não constroem laços com seus pares, apesar de fazerem tudo coletivamente. Os registros do passado são constantemente alterados pelo Ministério da “Verdade”, onde trabalha Winston, o protagonista do livro. É a história sendo reescrita para que o governo consiga se manter no poder, maquiando a verdade e criando uma ideia de que a sociedade atual é a perfeita. Para se proteger, qualquer forma de pensamento opositor é completamente proibida.

A escrita de Orwell é muito fluida e gostosa de ler. Daqueles livros que prendem e envolvem o leitor. Li esse livro ainda na escola e posso afirmar que foi um dos grandes responsáveis por despertar o meu gosto pela leitura!

A obra também nos faz refletir muito, principalmente considerando os dias atuais, em que também nos sentimos vigiados e controlados o tempo todo. 1984, George Orwel, é uma leitura obrigatória e está, com certeza, na lista de livros favoritos!

 

Trecho do livro:

Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.”

“Dia a dia e quase minuto a minuto o passado era atualizado. Desse modo era possível comprovar com evidências documentadas que todas as previsões feitas pelo Partido haviam sido acertadas; sendo que, simultaneamente, todo vestígio de notícia ou opinião conflitante com as necessidades do momento era eliminado. A história não passava de um palimpsesto, raspado e reescrito tantas vezes quantas fosse necessário. Uma vez executado o serviço, era absolutamente impossível provar a ocorrência de qualquer tipo de falsificação.”

Dados do livro:

Editora: Companhia das Letras

Número de páginas: 416

Ano de publicação da obra: 1949

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Crime e castigo, Fiódor Dostoiévski

Acho que muitos vão ficar indignados com a minha nota, pensando o que eu deveria ter dado um 10. De fato, não há como negar que a obra é um clássico e MUITO bem escrita. No entanto, achei a leitura muito arrastada em grande parte do livro, com diálogos enfadonhos e que fugiam do enredo da história. Por outro lado, a obra teve vários pontos altos… Dentre eles o que mais me intrigou foram as cenas do assassinato e do interrogatório do protagonista! Além disso, a obra é altamente psicológica, com uma exposição impecável dos anseios vividos por Raskólnikov. O protagonista defende uma teoria muito interessante: Por que algumas personalidades, como Napoleão, se tornaram grandes nomes da história, mesmo tendo cometidos diversos crimes? O que os diferencia dos demais cidadãos? Ou seja, Apesar das críticas, recomendo a leitura, mas já aviso que não foi fácil e demandou certo tempo! E vocês, o que acharam?

 

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