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Sono, Haruki Murakami

Já li algumas obras do autor e a cada leitura passo a gostar mais da sua forma de escrever! Em Sono, Murakami nos brinda com um conto extremamente sensorial e instigante. A história é narrada por uma mulher, cujo nome não é revelado, e que, sem qualquer explicação, fica dezessete noites sem dormir! Nesse período de alerta ininterrupto, a protagonista passa a refletir sobre sua vida pessoal, sua rotina mecanizada e suas relações de afeto com o filho e o marido. Também achei muito interessante o paralelo que o autor consegue fazer com a obra de Tolstói, Anna Kariênina, que acaba virando uma fixação da protagonista nesses dias em claro (os: para quem ainda não leu Anna Kariênina, Murakami dá “spoilers” ao longo do livro). A edição da @editorial_alfaguara está impecável, contendo ilustrações feitas por uma artista alemã e que contribuíram para o enriquecimento da obra.

 

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A insustentável leveza do ser, Milan Kundera

Escrever sobre esse clássico da literatura não é uma tarefa muito fácil! Com uma abordagem extremamente psicológica, a obra aborda a complexidade dos relacionamentos humanos por meio da vida de quatro pessoas: Tomas, Tereza, Sabina e Franz. Todos buscam o sucesso em suas relações amorosas e afetivas, mas cada um com seus anseios e diferentes formas de enxergar a leveza (e o peso) do ser. Um livro profundo e impactante…Foi meu primeiro contato com o autor e fiquei impressionado com a sua escrita e capacidade de nos impactar! Leitura obrigatória!

 

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Mundo sem fim, Ken Follett

O autor nos brinda com mais um romance histórico incrível! O leitor se depara com o mesmo cenário de Os Pilares da Terra, a cidade medieval de Kingsbridge, mas passados dois séculos. O ponto de partida da trama é um acontecimento envolvendo quatro crianças e a morte de dois homens. O leitor acompanha a vida dessa dessas quatro crianças, a relação entre elas e os desdobramentos daquele fatídico dia que marcou as suas vidas para sempre. O contexto histórico é a baixa Idade Média, acometida pela peste negra, por guerras e conflitos políticos entre clero e nobreza. Com personagens muito bem construídos, Mundo sem fim é um livro intrigante, agradável e com uma base histórica primorosa. A edição da @editoraarqueiro, que dividiu as duas mil páginas da obra em um box com dois volumes, também está impecável! Leiam!

 

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Elogio da Madrasta, Mario Vargas Llosa

Nessa obra, Vargas Llosa aborda – com toques de erotismo e de humor – os limites da inocência e da paixão. A narrativa gravita em torno de Fonchito, filho de dom Rigoberto, e sua madrasta, Lucrécia. O que era para ser apenas um amor ingênuo de uma criança por sua madrasta acaba se transformando em uma paixão, com demonstrações de afeto íntimas demais – e, para alguns, perturbantes. O livro ainda intercala alguns contos, que tratam do desejo e do erotismo, com a história principal. Apesar de não ser a minha obra preferida do autor, a leitura é bem rápida e agradável, com uma prosa rebuscada e um bom toque de erotismo e humor!

 

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Admirável mundo novo, Aldous Huxley

Um romane distópico genial, que merece ser lido! Situado no ano de 634 d.f (depois de Ford), acompanhamos os conflitos internos de Bernad Marx, que passa a questionar os valores de uma sociedade regida por um governo totalitário, que aliena os cidadãos, proíbe o amor e incentiva a promiscuidade. Nesse “mundo novo”, os indivíduos não possuem um pai ou uma mãe, mas são criados em laboratório e modificados geneticamente para para pertencer a determinada casta e exercer uma atividade específica. É nesse cenário que acompanhamos a ida – e o
choque – do protagonista à reserva selvagem, local em que poucos cidadãos, vistos como verdadeiros selvagens, tentam manter os antigos valores de família e comunidade. O autor nos faz refletir sobre temas muito discutidos no cenário de conturbações políticas e sociais que vivemos. Uma obra atual e influente!

 

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A balada de Adam Henry, Ian McEwan

Esse foi meu primeiro contato com o autor, que vem sendo aclamado pela crítica recentemente! De fato, a ideia por trás da obra é muito boa: o conflito entre a racionalidade de Fiona Meye, uma juíza especializada em direito de família e que enfrenta diversos problemas em sua vida pessoal, e a sensibilidade de Adam, um jovem de 17 anos que depende de uma transfusão de sangue, embora os pais, Testemunhas de Jeová, sejam contra o procedimento. Quando recebe a incumbência de decidir sobre a vida de Adam, a juíza decide visitá-lo no hospital para, somente depois, proferir sua decisão. A partir disso, nasce uma laço entre Adam e Fiona que afetará diretamente a vida dos dois, cujos desdobramentos serão apresentados ao longo do livro. Me decepcionei um pouco com o final, mas o tema realmente me interessou, não só por discussões relativas ao mundo jurídico, mas principalmente por abordar questões éticas acerca do fanatismo religioso! Recomendo!

 

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Os bebês de Auschwitz, Wendy Holden

Esse livro ficou encostado na minha estante por um bom tempo… A capa não me agradava muito, parecia ser algo muito comercial. Quando vi a avaliação no Skoob, me animei e resolvi ler! A autora narra a história – verídica – de três jovens judias grávidas durante a Segunda Guerra Mundial e a sua luta diária pela sobrevivência nos campos de concentração. Apesar de ser um tema recorrente, muito abordado em livros, o sofrimento e a crueldade vivida pelos judeus – e outras minorias perseguidas por Hitler – foi tão extrema que devem sempre ser lembradas, para nos mostrar até onde o poder e a loucura de um ser humano. Algumas passagens do livro são tão absurdas que chegam a embrulhar o estômago, são cenas difíceis de acreditar…. A nota só não é maior, pois no começo achei a narrativa um pouco repetitiva, já que a autora se preocupa muito em mostrar os detalhes e sua extensa pesquisa sobre o período em questão! No entanto, a partir da página 80 a leitura passou a me agradar e também consegui me apegar um pouco mais às personagens – embora a autora não trabalhe tanto o aspecto psicológico de cada uma. De qualquer forma, vale a leitura, ainda mais por ser uma história verídica e de muita superação!

 

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