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10 leituras para 2019

Pela primeira vez resolvi escolher 10 livros que estão na minha estante para serem lidos no próximo ano. Essa meta vai ser um grande incentivo para ler obras que eu já tenho, ao invés de ficar comprando novos e apenas alimentando a pilha de não lidos (não que eu vá parar de comprar, né kkk). Tentei escolher obras que tenho vontade de ler, mas que sempre deixava para depois. Ou seja, agora com essa meta, de 2019 não vai passar! Ah, esses livros não têm uma relação direta com o #DesafioBookster2019 ou com as leituras conjuntas que eu farei ao longo do ano. Pode até ser que algum deles se encaixe nos projetos, mas a premissa é que foram escolhidos ao acaso. Vamos à lista:

– “A casa dos espíritos”, Isabel Allende (quero ler no original, em espanhol);
– “Lavoura Arcaica”, Raduan Nassar;
– “O continente, vol. 1”, Érico Veríssimo (primeiro volume da coleção “O tempo e o vento”);
– “A queda”, Albert Camus (tenho a versão original em francês também, vou tentar ler por aquela);
– “A ilha”, Aldous Huxley;
– “A cor púrpura”, Alice Walker;
– “A paixão segundo G.H.”, Clarice Lispector;
– “Persépolis”, Marjane Satrapi;
– “Ao farol”, Virgínia Woolf; e
– “O conde de monte cristo”, Alexandre Dumas (esse vai ser o CALHAMAÇO do ano, estou muito animado)

E aí, gostaram da lista? Já leram algum ou pretendem ler? .

Lentes de Contato | ACUVUE®️

Minha relação com os óculos é recente. Comecei a usá-los há cerca de 2 anos, quando passei a sentir dores de cabeça e dificuldade na hora de ler. A verdade é que a rotina diária de trabalhar em frente a um computador acabou contribuindo para os problemas de visão. Fui ao oftalmologista e já saí de lá com uma receita para fazer meus primeiros óculos. A vida melhorou, mas, quem usa óculos sabe que, apesar dos benefícios, às vezes eles podem não ser muito convenientes. Principalmente no verão, na hora de viajar, quando você precisa dos óculos de sol e tem que ficar andando com os dois óculos para todo lado. Para piorar, ainda tem que colocar lentes com grau nos óculos escuros e fazer uma lente nova toda vez que o grau mudava. Ou seja, gasto e trabalho em dobro!
Desde o começo deste ano, achei a solução: lentes de contato!!! Para falar a verdade, achei que não ia me acostumar, mas depois de alguns dias já estava habituado e comecei a usar lentes em viagens e finais de semana. É um hábito, como a leitura. Uso as lentes de contato ACUVUE®️ e, falando em hábito, eles lançaram um ótimo desafio: o #Desafio21Dias. Você tem 21 dias para experimentar as lentes (tempo que os especialistas entendem como necessário para se criar um HÁBITO) e, se você não se adaptar, a @acuvuebrasil te reembolsa (não se esqueça de consultar um oftalmologista antes de comprar suas lentes)! Hoje em dia não abro mão e minhas lentes estão sempre na mala de viagem! No final de ano, por exemplo, vou passar uns dias na praia e, junto com os livros, vou levar as lentes também! Tem coisa melhor do que poder ir para a praia sem precisar levar dois óculos e, ainda assim, poder ler à vontade? Na foto tem duas dicas de leitura pare esse verão, duas obras que já levam o sol no título: “O sol é para todos”, Harper Lee, e “O sol na cabeça”, Geovani Martins. Ah, e as lentes da ACUVUE®️ têm proteção UV, ou seja, você lê protegido nesse verão!
E para você que nunca testou, participe do #Desafio21Dias e desenvolva um novo hábito em 2019 (que tem tudo a ver com a leitura)! Qual será a sua leitura para o verão???

#ACUVUEBrasil #FocoNoVerao#Desafio21Dias #PubliPost

Do amor e outros demônios, de Gabriel García Márquez | RESENHA

Quando se fala em Gabriel García Márquez, os primeiros livros que nos vêm à cabeça são “Cem anos de solidão” e “O amor nos tempos do cólera”. É verdade, são duas obras incríveis e que merecem todo reconhecimento! No entanto, esse ano “descobri” as obras mais curtas de Gabo, mas que em nenhum aspecto deixam a desejar… Pelo contrário: “Do amor e outros demônios” foi uma leitura muito prazerosa, daquelas que eu não queria largar. Em menos de 200 páginas, e se valendo do seu característico realismo mágico, o autor consegue construir uma narrativa intensa e que deixa marcas. Uma escrita econômica, mas bastante rica e impactante.
Logo nas primeiras páginas, descobrimos que a inspiração para o livro veio de uma reportagem acerca do túmulo de uma jovem garota, que o autor cobriu em 1949, quando ainda era um jovem jornalista. A partir disso, Gabo retorna para a Colômbia colonial e escravocrata do fim do século XVIII para narrar a triste história de Sierva Maria, uma garota que desde o nascimento era indesejada pelos pais. Foi criada junto com os escravos e, com eles, aprendeu os costumes e cultura originários da África. Como dizia a própria mãe, “a única coisa que essa guria tem de branca é a cor”.
E a vida de Sierva Maria se transforma quando é mordida por um cão raivoso. Com a suspeita da raiva – posteriormente confundida com uma possessão demoníaca – a garota é submetida aos mais diversos tratamentos, até ser deixada em um Convento.
Eu gostei MUITO do livro porque, além de um enredo interessante, desperta reflexões sobre escravidão, relações familiares, papel da igreja e o poder dos sentimentos humanos, até porque, o amor é um demônio, como sugere o título?
Por fim, deixo aqui uma dica: esse livro pode ser uma boa forma de iniciar as obras do autor antes de se aventurar por seus romances mais conhecidos, porém mais densos.

Trecho: “Tentou ensiná-la a ser branca de lei, a restaurar para ela seus sonhos fracassados de nobre nativo, de tirar-lhe o gosto pela iguana em escabeche e pelo ensopado de tatu. Tentou quase tudo, menos indagar de si mesmo se aquele era o modo certo de fazê-la feliz.”

Editora: Record

Ano de publicação: 1994

Número de páginas:  192

Link de compra: https://amzn.to/2F7LDWI

Leituras do ano | 2018

O ano está chegando ao fim e, assim como em 2017, quero compartilhar os Top 5 livros do ano! A seleção não foi nada fácil, já que li MUITA coisa boa nesse ano. Fiquei feliz pois consegui ler livros de diferentes gêneros e aumentando bem mais o número de obras escritas por autoras. Também consegui finalizar leituras que considerava difíceis ou pesadas e que, ao final, fui surpreendido positivamente. .

Segue a lista (não está em ordem de preferência): .
– As brasas, Sándor Márai
– A hora da estrela, Clarice Lispector
– Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar
– O mestre e Margarida, Mikhail Bulgákov
– Lolita, Vladimir Nabokov .

O que vocês acharam da lista? E para vocês, quais foram os melhor do ano?

Não me abandone jamais, Kazuo Ishiguro | RESENHA

Vencedor do Prêmio Nobel de literatura de 2017, Ishiguro é conhecido por sua escrita sensível, mesclando a realidade com a fantasia. Apesar de ter gostado da primeira obra que li do autor (“O gigante enterrado”), o escolhido para o mês de novembro do #DesafioBookster2018 não me agradou! A premissa da obra é instigante: um internato em que as crianças são tratadas de forma diferente, criadas para um propósito maior – mas que, para elas, é desconhecido. Nasceram para desempenharem a função de “doadores”.
A escrita de Ishiguro é muito boa, o que deixa a leitura mais fluida e me ajudou a não abandonar o livro. O problema para mim está no desenvolvimento da narrativa. Tive a sensação de que ela não evoluía e que as cenas eram extensas demais, sem contribuir para o desenvolvimento da obra. As questões abordadas pelo autor são interessantes, como ética e condição humana, mas não conseguiram me despertar reflexões. Os personagens também não me cativaram muito. Tentei me apegar a algum deles, mas não consegui me aprofundar nos seus questionamentos. Ao final, me pareceu mais um livro juvenil, que não conseguiu refletir, “através da ficção científica, a questão da existência humana” – como promete uma das sinopses.
Enfim, o livro não ME fisgou; tinha muito potencial, mas achei que foi pouco aproveitado. Por outro lado, recebi muitas mensagens de pessoas que adoraram a leitura! Ou seja, como sempre falo, umas das coisas mais interessantes da literatura é como cada leitor tem uma experiência única com uma obra. Se ficou curioso, leia e depois me conte o que achou! E para quem já leu, quero saber as opiniões! .

Trecho:  “É um momento gélido, esse, o da primeira vez em que você se vê através dos olhos de uma pessoa. É como passar diante de um espelho pelo qual passamos todos os dias de nossas vidas e de repente perceber que ele reflete outra coisa, uma coisa estranha e perturbadora.”

Editora: Companhia das Letras
Ano de publicação: 2015
Número de páginas:  344
Link de compra: https://amzn.to/2SxMUtS 

Morreste-me, José Luís Peixoto

Que surpresa boa foi essa leitura! Cada dia gosto mais dessa nova geração de autores portugueses contemporâneos… “Morreste-me” foi meu primeiro contato com o trabalho de Peixoto e já terminei a leitura querendo conhecer mais das obras do autor.
O livro tem como tema principal o luto pela morte do pai. E é impressionante como um livro tão curto, com 62 páginas, pode impactar tanto o leitor. E não ache que a obra impacta por ser triste. O que o autor consegue é criar um texto de extrema sensibilidade, sem apelar somente para a melancolia que a perda de um pai pode trazer. Lógico que a tristeza e a dor existem, mas o luto narrado pelo autor tem muito mais que isso: é uma homenagem ao seu pai, uma visita às boas – e nem tão boas – memórias. É a falta de alguém sentida apenas ao olhar um canto da casa ou rememorar momentos banais.
E além de ser uma narrativa tão humana, em que Peixoto entrega sua alma, ela é construída com uma forte carga poética. O título, por si só, já anuncia o lirismo que o leitor encontrará ao longo da leitura. Enfim, um livro a ser lido em uma única sentada, mas que ficará na cabeça do leitor por vários dias… E para alguém que já perdeu uma pessoa amada, difícil não se identificar nas passagens da obra.

“E oiço o eco da tua voz, da tua voz que nunca mais poderei ouvir. A tua voz calada para sempre. E, como se adormecesses, vejo-te fechar as pálpebras sobre os olhos que nunca mais abrirás. Os teus olhos fechados para sempre. E, de uma vez, deixas de respirar. Para sempre. Para nunca mais. Pai. Tudo o que te sobreviveu me agride. Pai. Nunca esquecerei.”

#DesafioBookster2018 – Dezembro

Mês: Dezembro – Livro publicado na década de 2010 – “Machado”, Silviano Santiago (2016)

Fim de ano chegando e com isso o Desafio Book.ster 2018 entra em seu último mês! Foi a primeira vez que fiz um desafio, mas já gostei muito. Acho que as melhores leituras desse ano foram de obras escolhidas para o desafio, ou seja, obras que eu provavelmente não teria escolhido espontaneamente. Também achei muito interessante acompanhar a evolução da literatura no século XX e conseguir criar um cenário temporal um pouco mais claro na minha cabeça sobre a publicação das principais obras desse período. Começamos em janeiro com um livro publicado entre os anos de 1900 e 1909.. agora terminamos com uma obra publicada a partir de 2010!

O escolhido foi o vencedor do Prêmio Jabuti 2017 de melhor livro e que retrata – com uma mistura de realidade e ficção – os últimos anos do mestre da literatura nacional: Machado de Assis. Pelo que li de algumas críticas, a obra promete ser mais do que um “romance”, como indica a capa do livro, trazendo uma profunda pesquisa histórica sobre a época e sobre figuras importantes que cruzaram a vida de Machado de Assis (início do séc. XX). E para fazer isso, o autor parte da análise de cartas trocadas entre o protagonista do livro e Mário de Alencar nos anos de 1905 e 1908. Para quem não conhece, Silviano Santiago possui diversas obras publicadas, já tendo inclusive se dedicado a escrever sobre a vida de nomes importantes da literatura brasileira, como Graciliano Ramos (“Em liberdade”). Confesso que a temática da obra foge da minha “zona de conforto” literária e, por isso, estou bem curioso – e sem tantas expectativas – com o que vou encontrar!

Além do escolhido, indico os seguintes livros publicados a partir de 2010: “Nemesis”, Philip Roth (2000);  “O filho de mil homens”, Valter Hugo Mãe (2011); “O professor”, Cristóvao Tezza (2014); “Quarenta dias”, Maria Valéria Rezende (2014); “Enclausurado”, Ian McEwan (2016); e “Zero K”, Don DeLillo.

E você, já escolheu sua leitura de dezembro? Ah, e fiquem ligados que o Desafio Book.ster de 2019 já está pronto! Divulgarei no final do mês…

#bookster