#DesafioBookster2019 | Agosto

Tema de Agosto: Desigualdade social
Livro escolhido: “Germinal”, de Émile Zola
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Como havia prometido, vou mostrar para vocês a minha escolha do desafio @book.ster para esse mês e dar indicações de outros livros com a temática a ser abordada. Se você só chegou aqui agora, não tem problema! Comece o desafio a partir desse mês e busque aqui na página o post oficial para entender melhor como funciona.
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Para o tema de agosto, fiquei bem inclinado a escolher um romance brasileiro. No entanto, Os principais que vinham à minha cabeça, eu já havia lido (e estão na lista de indicações no final do post ?). Então, acabei cedendo para aquele livro que vinha em primeiro lugar quando eu pensava na temática desigualdade social: o clássico Germinal, do Émile Zola, um dos mais consagrados autores franceses.

A obra tem como pano de fundo a denúncia das condições de trabalho da classe operária do século XIX. É a descrição, de forma crua e realista, das condições de vida das classes menos abastadas. É o marco para o momento em que os operários tomam consciência do abuso que sofrem e, diante disso, resolvem protestar, entrar em greve. Para conseguir transmitir essa realidade ao leitor, Zola chegou a trabalhar durante um tempo nas minas de carvão, ambiente em que os personagens da obra passam a maior parte das suas vidas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Além do escolhido, indico os seguintes livros que abordam a temática: “Quarto de despejo”, de Carolina Maria de Jesus; “Capitães da areia”, de Jorge Amado, “Vidas secas”, de Graciliano Ramos; “A hora da estrela”, de Clarice Lispector; “As vinhas da ira”, de John Steinbeck; e “Uma orquestra de minorias”, de Chigozie Obioma. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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E você, já escolheu sua leitura de agosto? #bookster

#DesafioBookster2019 | Julho

Tema de Julho: Bioética e os limites da tecnologia
Livro escolhido: “Oryx e Crake“, de Margaret Atwood
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Como havia prometido, vou mostrar para vocês a minha escolha do desafio @book.ster para esse mês e dar indicações de outros livros com a temática a ser abordada. Se você só chegou aqui agora, não tem problema! Comece o desafio a partir desse mês e busque aqui na página o post oficial para entender melhor como funciona.
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O tema de julho é traz discussões que vem cada vez ganhando mais destaque, mas que já foram muito abordadas na literatura, principalmente em romances distópicos (distopia é aquele um futuro que não deu certo, é o oposto de uma sociedade utópica). Quantas histórias já não ouvimos sobre um futuro dominado pela inteligência artificial ou sobre a criação de animais e seres humanos geneticamente modificadas? Mas também vale lembrar que os limites da tecnologia também envolvem outras temáticas, como o impacto das redes sociais em nossas vidas.
E confesso que estava bem animado para ler o livro escolhido para esse mês. “Oryx e Crake” é o primeiro volume de uma trilogia escrita pela mesma autora de “O conto da aia”. No livro escolhido, nos deparamos com um mundo pós-apocalíptico, habitado por criaturas biologicamente modificadas. Só há um ser humano sobrevivente e ele precisa conviver com crianças criadas em laboratório. Como promete a sinopse, “a autora conjuga uma fábula fantástica, mórbida e cheia de ação, com personagens cujo mundo interior é misterioso e uma constante descoberta”. Quem aí se animou com a escolha? Corre lá nos stories, porque tem link do livro com 50% de desconto (ao comprar pelo meu link você ajuda a página sem gastar nada a mais por isso)!
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Além do escolhido, indico os seguintes livros que abordam a temática: “Flores para Algernon”, de Daniel Keyes; “Cama de gato”, de Kurt Vonnegut, “Máquinas como eu”, de Ian McEwan; “O tribunal de quinta-feira”, de Michel Laub; “Eu, Robô”, de Isaac Asimov; “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley; e “A máquina do tempo”, de H. G. Wels.

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E você, já escolheu sua leitura de julho? #bookster

#DesafioBookster2019 | Junho

Junho – LGBTfobia
Livro escolhido: “O fim de Eddy“, de Édouard Louis
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Como havia prometido, vou mostrar para vocês a minha escolha do desafio @book.ster para esse mês e dar indicações de outros livros com a temática a ser abordada. Se você só chegou aqui agora, não tem problema! Comece o desafio a partir desse mês e busque aqui na página o post oficial para entender melhor como funciona.
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O tema de junho foi bastante discutido na semana passada, em que o Supremo Tribunal Federal formou a maioria a favor da votação para criminalizar a LGBTfobia. De acordo com os ministros que votaram, na falta de uma lei específica, a discriminação pela orientação sexual ou identidade de gênero deve ser equiparada ao crime de racismo.
O livro escolhido para o tema foi “O fim de Eddy”, uma autobiografia de um jovem autor francês contemporâneo. Desde criança, Édouard sofria pela dificuldade de se enquadrar em uma comunidade conservadora do interior da França. O autor cresceu tentando reprimir a sua orientação sexual, que não era aceita pela família e colegas.
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“Todas as manhãs, enquanto me arrumava no banheiro, eu repetia a mesma frase sem parar, tantas vezes que ela terminaria por perder o sentido, passaria a não ser mais do que uma sucessão de sílabas, de sons. Eu parava e retomava a frase: Hoje eu vou ser um durão. (…) Hoje eu vou ser um durão (e eu choro enquanto escrevo estas linhas: choro porque eu acho essa frase ridícula e horripilante, essa frase que, durante anos, me acompanhou e que de certa forma ocupou, não creio que haja exagero em dizer isso, o centro da minha vida).”⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Além do escolhido, indico os seguintes livros que abordam a temática: “Fun home: uma tragicomédia em família”, de Alison Bechdel; “O quarto de Giovanni”, de James Baldwin, “Fabián e o caos”, de Pedro Juan Gutiérrez; “Amora”, Natália Polesso; “Devassos no paraíso”, de João Silvério Trevisan; e “O que te pertence”, de Garth Greenwell.
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E você, já escolheu sua leitura de junho?

#DesafioBookster2019 | Maio

Maio – Meio ambiente
Livro escolhido: “A estrada”, de Cormac McCarthy
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O tema do mês de maio foi um dos que trouxe mais dificuldades na hora de escolher a obra para a minha leitura. Talvez porque esse seja um tema de difícil abordagem em um livro de ficção. Fiz uma pesquisa mais aprofundada e logo a obra de McCarthy apareceu como uma das opções. E como eu nunca havia lido nada do autor norte americano e também não tinha lido muita coisa sobre “A estrada”, decidi que essa seria uma boa oportunidade de escolher um livro e um autor que eu tão pouco conhecia. Uma escolha um pouco no escuro…
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O pano de fundo para a narrativa é um meio ambiente devastado, típico de um cenário pós apocalíptico! “As cidades foram transformadas em ruínas e pó, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos com a fuligem e os mares se tornaram estéreis”. Vamos acompanhar a trajetória de pai e filho, andando sem rumo e em busca da sobrevivência e salvação.
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Além do escolhido, indico os seguintes livros que abordam a temática: “Vidas secas”, de Graciliano Ramos; “Não verás país nenhum”, de Ignácio Loyola Brandão, “As cidades invisíveis”, de Italo Calvino; “Grande sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa.
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E você, já escolheu sua leitura de maio?

Para comprar o livro é só clicar AQUI!

#DesafioBookster2019 | Abril

Abril – Intolerância religiosa
Livro escolhido: “Persépolis”, de Marjane Satrapi
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Como havia prometido, vou mostrar para vocês a minha escolha do #DesafioBookster2019 para esse mês e dar indicações de outros livros com a temática a ser abordada. Se você só chegou aqui agora, não tem problema! Comece o desafio a partir desse mês e busque aqui na página o post oficial para entender melhor como funciona.
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O escolhido foi um livro que já estava há um bom tempo pedindo para ser lido aqui em casa, principalmente diante das inúmeras recomendações positivas que eu recebi de vocês! E a escolha é um pouco diferente porque “Persépolis” é uma HQ, um livro em quadrinhos. Semana passado subi no YouTube um vídeo que fiz falando sobre “Maus”, uma HQ que havia acabado com um antiga ideia – ou até um certo preconceito literário – que eu tinha de que livros em quadrinho seriam mais juvenis e, portanto, não me interessariam. No entanto, “Maus” revelou o contrário e foi uma surpresa maravilhosa. Depois disso, já coloquei várias HQs na lista e “Persépolis” estava em primeiro lugar. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A obra é uma autobiografia e traz a vida de Marjane, uma garota que com apenas 10 anos de idade se viu obrigada a usar o véu islâmico, dentro da sala de aula. Marjane assistiu ao início da revolução que transformou o país em uma república islâmica teocrática, sob o comando de um líder religioso. O problema é que a protagonista nasceu em uma família progressista e libertária e, por isso, passou a ter que seguir os preceitos religiosos contra a sua vontade. Uma obra que aborda a temática da imposição e intolerância religiosa a partir da perspectiva de uma jovem garota! Extremamente animado com essa leitura!
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Além do escolhido, indico os seguintes livros que abordam a temática: “Infiel”, de Ayaan Hirsi Ali; “Hibisco Roxo”, de Chimamanda Adichie, “É isto um homem”, de Primo Levi; “Complô contra a América”, Philip Roth; “Submissão”, de Michel Houellebecq; “O diário de Anne Frank”, de Anne Frank; e “Eichmann em Jerusalém”, Hannah Arendt, e “As montanhas de Buda”, Javier Moro.
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E você, já escolheu sua leitura de abril?

Segue link para compra do escolhido: AQUI!

#DesafioBookster2019 | Janeiro

Janeiro – Migração e Xenofobia
Livro escolhido: “Minha casa é onde estou”, de Igiaba Scego

Como havia prometido, antes de cada mês, vou mostrar para vocês a minha escolha para o mês seguinte e dar indicações de livros com a temática a ser abordada. Eu sei que o mês de Janeiro já começou e esse post vem atrasado, mas nos próximos meses vou cumprir a promessa de fazer esse post com antecedência. De qualquer forma, a minha primeira escolha para o #desafiobookster2019 é um livro curto, com 160 páginas, então, quem quiser vir comigo ainda dá tempo de terminar a leitura até o final de Janeiro.

O escolhido foi “Minha casa é onde estou”, de uma autora filha de somalis e nascida na Itália. Ano passado, li “Adua”, outra obra da autora que também aborda a temática da imigração, e fiquei muito bem impressionado com a capacidade de Igiaba em escrever um romance curto, mas que impacta o leitor. E o mais legal foi conhecer pessoalmente a autora na Flip de 2018, onde pude assistir uma mesa de debates em que Igiaba contou um pouco da experiência de escrever o livro autobiográfico “Minha casa é onde estou”. Nele, Igiaba – filha de imigrantes somalis – relata os primeiros anos de sua vida na Itália, país onde nasceu e cresceu sem conseguir identificá-lo como sua terra natal. “Se o livro é um mapa, o destino ao qual ele leva a autora e os leitores é o tesouro mais precioso: a identidade fugidia de uma imigrante de segunda geração, este ‘outro’, a um só tempo familiar e estranho, que somos cada um de nós.”

Além do escolhido, indico os seguintes livros que abordam a temática “Migração e Xenofobia”: “Americanah”, de Chimamanda Adichie; “O xará”, de Jhumpa Lahiri; “A hora da estrela”, Clarice Lispector; “Existem crocodilos no mar”, de Fabio Geda; “A imensidão íntima dos carneiros”, de Marcelo Maluf; “A fantástica vida breve de Oscar Wao”, de Junot Diaz; e “Muito além do inverno”, de Isabel Allende.

E você, já escolheu sua leitura de janeiro?

#DesafioBookster2019 : A literatura como meio de reflexão!

Em 2018, lancei o primeiro Desafio Book.ster e fiquei muito feliz com o resultado: muitas pessoas aderiram ao desafio e eu descobri leituras incríveis – e que dificilmente teria escolhido por conta própria. Agora, com o ano chegando ao fim, venho apresentar o #DesafioBookster2019!
A ideia é a mesma: ler um livro por mês, mas a temática e o critério de escolha das obras são completamente diferentes. Enquanto em 2018 lemos clássicos do século XX em ordem cronológica, em 2019 as escolhas dos livros vão ser baseadas em temas atuais e de grande relevância social. O objetivo é entender o papel da literatura como responsável por disseminar diferentes pontos de vista e despertar reflexões sobre temas que precisam ser discutidos.
E, assim como no ano passado, você pode participar de duas formas: ou fazer as escolhas desde agora, montando a sua lista para o ano de 2019, ou escolher as obras ao longo dos meses, com base nas minhas sugestões. Isso porque, um pouco antes do início de cada mês, vou mostrar o livro que escolhi para o desafio e indicar outros títulos que se encaixam no tema daquele mês.
Ah, a intenção é escolher uma obra (de ficção ou não) que aborde o tema de alguma forma e não necessariamente buscar um livro que tenha como objeto unicamente a discussão daquele assunto. Com isso, vamos perceber, por exemplo, como um romance ou uma coletânea de contos podem despertar – ao longo do desenvolvimento da obra – a reflexão de um ou mais assuntos tão importantes, contribuindo para nossa formação como cidadãos!

Bom, feitas as introduções, vamos para a lista (o n. 1 corresponde a Janeiro, e assim por diante): .

1 (janeiro) – Migração e xenofobia;

2 – Guerras e violência; .

3 – Feminismo;

4 – Intolerância religiosa;

5 – Meio ambiente e direito dos animais;

6 – LGBTfobia;

7 – Bioética e os limites da tecnologia;

8 – Desigualdade social;

9 – Saúde mental;

10 – Democracia;

11 – Racismo;

12 – Relações afetivas e estrutura familiar.

E aí, o que acharam? Marquem os amigos para participarem nesse desafio com vocês! Quem vem nessa comigo em 2019?