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O gigante enterrado, Kazuo Ishiguro

Não costumo ler literatura fantástica, mas às vezes acabo escolhendo alguns livros de gêneros diferentes para sair da minha zona de conforto. Foi em uma dessas escolhas que comecei a ler O gigante enterrado e posso afirmar que fui muito surpreendido de forma positiva. Narrando a trajetória de um casal de idosos em busca de seu filho, em uma terra mágica e amaldiçoada por uma névoa do esquecimento, o autor aborda de uma forma muito profunda questões envolvendo a importância da memória e a força do amor. Recomendo a leitura, mesmo para quem não está acostumado com o gênero fantástico. A escrita é muito fluída e poética.

 

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Butcher’s crossing, John Williams

A narrativa do livro tem como foco os desafios de um jovem que, após largar os estudos em Harvard, decide se aventurar pelo interior dos Estados Unidos. Sem rumo, o protagonista acaba se juntando a um grupo de caçadores de búfalos, prestes a iniciar uma temporada de caça no oeste do país. A partir daí, o leitor passa a acompanhar a aventura, com as dificuldades – físicas, mas também psicológicas – extremas vivenciadas por cada integrante do grupo. O autor escreve de forma extremamente detalhada, o que torna a leitura um pouco cansativo em certos momentos, principalmente no meio do livro. Mas ao mesmo tempo, essa característica acaba permitindo que o leitor tenha uma verdadeira imersão no cenário criado por John Williams e na aventura vivenciada pelo grupo.

 

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O pomar das almas perdidas, Nadifa Mohamed

A história é triste, bem triste, mas mostra a força do ser humano ao lidar com situações degradantes. Não tenho dúvidas de que acompanhar a simples rotina de três mulheres – uma criança, uma jovem e uma senhora – cercadas pela pobreza e violência no meio da revolução na Somália, durante a ditadura de 1987, foi muito enriquecedor. Essa é daquelas histórias que nos faz lembrar sobre a triste realidade de muitos, da qual, muitas vezes, acabamos nos tornando indiferentes.
Confesso que em alguns pontos achei que a leitura fica um pouco enrolada, mas a autora logo consegue voltar com o bom ritmo que predomina no livro.

 

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Queda de gigantes, Ken Follett

Ken Follett é, sem dúvidas, um dos maiores autores de romances históricos. Essa obra é a primeira de uma trilogia chamada O Século, que narra a história de 5 famílias de nacionalidades distintas ao longo dos maiores acontecimentos do século XX.

O mais impressionante na obra é como o autor consegue unir fatos históricos verídicos com a vida dessas famílias e, acima de tudo, como ele consegue entrelaçar todas as histórias ao longo das gerações. Também gostei muito das diferenças entre a cultura e tradições de cada nacionalidade narrada.

O livro é grande, mas é uma aula de história e muito fácil de ler (apesar dos muitos nomes)! Recomendo MUITO a leitura e, principalmente, o autor.

 

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Homens imprudentemente poéticos, Valter Hugo Mãe

Mais uma obra prima de um dos meus autores contemporâneos favoritos (se não, o favorito de todos). Em “Homens imprudentemente poéticos”, o autor constrói sua narrativa a partir de um cenário do Japão antigo, campesino e artesão.A narrativa gira em orno de dois homens extremamente simples, Itaro e Saburo, um artesão e um oleiro. Enquanto Itaro não acredita e não se deixa enganar pelo amor, vivendo apenas de seu ofício de artesão, Saburo se recusa a deixar de amar a sua falecida esposa. O enredo pode aparentar ser simples, mas é extremamente profundo e desperta reflexões no leitor.

A morte também rodeia a história. O vilarejo em que vivem Itaro e Saburo fica ao pé da Floresta dos Suicidas, local em que as pessoas buscam um refúgio para acabar com o próprio sofrimento.

O que torna “Homens imprudentemente poéticos” uma obra ainda mais sensacional é a forma que Valter Hugo Mãe escreve. É realmente IMPRESSIONANTE…. Cada palavra é pensada e traz consigo um forte tom poético!

Mas se você nunca leu nada do autor, não recomendaria começar por esse título. Isso porque a história é mais parada e muito reflexiva, o que pode deixar o leitor que não está acostumado com o estilo de Valter Hugo Mãe um pouco cansado, com dificuldades de avançar na leitura. Para começar, sugiro “O filho de mil homens” ou “A máquina de fazer espanhóis”. Apesar de nessas duas obras a escrita ser diferente, já que o autor não utiliza letras maiúsculas, nem interrogações ou travessão, você se acostuma depois das primeiras páginas e o enredo flui bem mais!

 

Trecho do livro:

“A menina, habitante sobretudo dos sonhos, disse: havíamos de ter um jardim seco. Um de pedras que fizesse o ondulado do mar. Tão bem alinhado que fosse um desenho perfeito por onde poderíamos percorrer os dedos. A criada perguntou: seco. A cega respondeu: teríamos sempre lágrimas para o molhar. E sorriu.”

 

Editora: Biblioteca Azul

Número de Páginas: 192

Ano de publicação: 2016

 

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