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FICÇÃO, LIVROS

Herança, de Miguel Bonnefoy | Resenha

Quando recentemente estive na França, via "Heritage" em evidência nas estantes das livrarias que visitei. Curioso, fui logo pesquisar mais do livro, que venceu o Prix des Libraires 2021, e percebi que era o mesmo que há pouco havia recebido da @editoravestigio! Comecei a leitura sem saber o que esperar, já que a obra chegou recentemente nas livrarias brasileiras e ainda não tinha visto a opinião de alguém que já tivesse se aventurado por essas páginas... E que surpresa maravilhosa!

NOTA 9,5/10

LIVROS, NÃO FICÇÃO

Paula, de Isabel Allende | Resenha

Começar um livro sobre uma mãe que aguarda a morte de sua filha doente ao seu lado é algo que pode ser impensável para muitos. Temos nossos limites em conhecer o sofrimento do outro, mas a verdade é que esse livro não trata apenas da tristeza e do medo de uma perda irreparável.

NOTA 10/10

CLÁSSICOS

NOTA 9,5/10

O eterno marido, de Fiodor Doistoiévski | Resenha

Publicado em 1870, quando o autor já tinha atingido a maturidade em sua carreira, tendo inclusive publicado “Crime e castigo” alguns anos antes, “O eterno marido” é considerado um dos romances curtos mais bem sucedidos de Dostoiévksi. E depois da leitura, não há como discordar dessa afirmação. A obra é completa, com personagens bem construídos, reflexões interessantes e um misto de comédia e drama. Uma leitura muito gostosa de ser feita e, na minha opinião, pode ser um bom começo para quem quer iniciar nos livros do autor.
A narrativa até parece simples, pois envolve um tema até batido na literatura: o triângulo amoroso. Mas para quem conhece tanto os conflitos internos do ser humano como Dostoiévski, a traição, o amor e a vingança se transformam em prato cheio para a construção de um romance inteligente e cheio de suspense.
Depois de quase uma década de ausência, Pávlovitch vai encontrar Vieltchâninov, com um objetivo pouco claro e que vai muito além de um puro e simples “acerto de contas”. E é desse encontro entre o marido, agora viuvo, com o ex-amante de sua mulher, que Dostoiévski constrói os diálogos que vão servir como o fio condutor dessa história – e que, na minha opinião, são a melhor parte da obra.
Diferentemente de algumas obras do autor, esse livro é de uma leitura fluida e sem tantos aprofundamentos no psicológico dos personagens. A construção de Pávlovitch, o bobo e o “eterno marido”, e de Vieltchâninov, um típico “playboy” de São Petesburgo, está nas atitudes de cada personagem, em suas reações aos acontecimentos – alguns bem dramáticos – que vão se desenrolando durante a leitura.
Recomendo muito, excelente leitura! “Mas amava-me ao acaso ontem, quando expressou o seu amor e disse: ‘Ajustemos as contas?’ Sim, amava-me por ódio; e este amor é o mais forte…”

Quero saber, alguém já leu?

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Comentário*

Ronaldo disse:

Lendo pela 2 vez. Gosto desta obra, como de outras deste grande escritor. Ele sempre se envolve num combate psicológico entre seus personagens…

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#DesafioBookster2019 | Julho

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Autobiografia, de José Luís Peixoto | Resenha e Parceria

Será que as palavras mantêm vivos aqueles cuja falta nos é sentida? Peixoto conseguiu fazer isso com José Saramago. A presença do gênio da literatura como um dos personagens principais dessa obra conseguiu, sem qualquer dúvida, dar novos suspiros a Saramago. “Autobiografia”...

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