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Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

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O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

DIVERSOS

NOTA 9/10

Ratos e homens, de John Steinbeck | Resenha

Escolhi “Ratos e homens” para representar a época da Grande Depressão, o tema do mês de outubro do Desafio Bookster 2023. No livro publicado em 1937, do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, o contexto histórico é apresentado de forma sutil, em um ambiente de uma fazenda da Califórnia durante o período de recessão e em uma narrativa com poucos personagens. Os protagonistas são uma dupla de amigos, George e Lennie, que acabam migrando de um trabalho – em condições escassas – para outro na luta pela sobrevivência.

O livro é curto, com menos de 150 páginas, e a leitura é marcante. O ponto alto é a peculiaridade da relação entre os dois amigos, que acaba oscilando entre desentendimentos e uma necessidade de proteção e afeto. George acaba sendo o guia da dupla e quem se preocupa com as dificuldades de Lennie, um personagem com um porte físico forte e grande, mas que contrasta com seus problemas de relacionamento. A humanização daqueles personagens, que vivem em um cenário de tanta falta, é cativante.

Ao longo da leitura, vamos percebendo a falta de perspectivas daqueles personagens. Não há uma saída daquela situação, não há um plano B, mas apenas a necessidade de se apegar a um futuro imaginário. Caso contrário, a falta de esperança consome aqueles homens que estão condenados a uma situação de miséria. A injusta relação entre os donos de terra e os explorados também é abordada por Steinbeck.

Não é à toa que o livro se tornou um clássico da literatura norte-americana do século passado, junto com outra obra incrível do autor, “Vinhas da ira”. Os diálogos também são criados para refletir a simplicidade e o modo “caipira” dos trabalhadores da fazenda. Acho interessante como o processo de tradução em situações como essa deve ser desafiador. Nessa edição, a tradutora Ana Ban conseguiu fazer um ótimo trabalho. Recomendo muito, adorei a leitura!

PS: tem vídeo sobre a leitura, com especialistas no tema, em meu canal do YouTube.

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O encontro marcado, de Fernando Sabino | Resenha

“Parece qualidade fora de moda, essa de um livro ’prender’. Acho qualidade essencial, invejável. (…) A primeira pausa, a primeira mesmo, vem exatamente e apenas no fim.” Foi assim que Clarice Lispector descreveu a experiência de ler esse clássico da literatura brasileira. Publicado em 1956, a obra do escritor mineiro Fernando Sabino é um brilhante romance de formação de um jovem escritor, Eduardo Marciano.

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#DesafioBookster2023 | Dezembro

#DesafioBookster2023

Mês: Dezembro
Acontecimento histórico: Pandemia COVID
Livro: Último olhar, de Miguel Sousa Tavares

NOTA