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Quem matou meu pai, de Édouard Louis | Resenha

Um manifesto literário e íntimo. Com menos de 100 paginas, Édouard Louis constrói um texto híbrido, que combina críticas sociais à desigualdade e à sociedade opressora em que vivemos, com suas memórias, em especial a sua conturbada relação com seu pai, que não aceitava um filho gay. Se a autoaceitação de uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ já é um processo difícil e dolorido, enfrentar esses medos com a repulsa familiar é uma tarefa muito mais sofrida.

NOTA 9/10

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Uma história desagradável, de Fiódor Dostoiévski | Resenha

Diferentemente do seus romances mais densos, que se aprofundam nos conflitos e angústias dos personagens, “Uma história desagradável” é uma obra curta e que revela um Dostoiévski mais cômico e menos psicológico. E o que começa com uma premissa bem humorada, acaba levando para um desenvolvimento desagradável - para não dizer caótico.

NOTA 9/10

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NOTA 8/10

A filha do capitão, de Aleksandr Púchkin | Resenha

Apesar de não tão conhecido no Brasil, como Dostoiévski e Tolstói, Púchkin é considerado o “fundador da literatura russa moderna”. Famoso pela sua poesia, o autor russo também escreveu romances, como é o caso de “A filha do capitão”, em que constrói sua narrativa no contexto de uma revolta camponesa ocorrida durante o Império Russo, em 1773.

Acompanhamos um jovem oficial que é transferido para um lugar isolado, em uma fortaleza no interior do país. Desesperançoso com o seu futuro naquele local, Piotr Ginióv estabelece amizades e cria um forte laço com uma jovem – a filha do capitão, que dá nome ao livro. Em paralelo, as notícias do avanço de rebeldes, liderados por alguém que se faz passar pelo Czar Pedro III, ameaça a calmaria da fortaleza.

Gostei mais da primeira parte da obra, em que o autor desenvolve os acontecimentos com uma melhor descrição daquele ambiente dos confins da Rússia. Com o decorrer dos últimos capítulos, a sensação que fiquei é que a história estava sendo finalizada com uma certa pressa.

O enredo e a escrita são simples (o mais difícil são os nomes dos personagens, rsrs). Isso pode ser explicado pelo fato de o gênero romance histórico ser algo incipiente para a época em que foi escrito. Ou seja, ao escrevê-lo, Púchkin já mostrava um lado experimental de seu trabalho. Inclusive, vale dizer que o autor fez uma profunda pesquisa histórica sobre os acontecimentos para conseguir construir sua obra.

PS: Tem conteúdo complementar muito legal no meu canal do YouTube com dois super especialistas em Púchkin e literatura russa.

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Longa pétala de mar, de Isabel Allende | Resenha

Eu gosto muito do estilo característico de Isabel Allende: romances envolventes, com personagens bem construídos e um contexto histórico fruto de uma consistente pesquisa da autora. Em “Longa pétala de mar”, o cenário inicial é a Espanha, durante a guerra civil que marcou o país.

NOTA 9/10

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Desafio Bookster 2023 | Agosto

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Livro: Como tigres na neve, de Juhea Kim

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