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Quem matou meu pai, de Édouard Louis | Resenha

Um manifesto literário e íntimo. Com menos de 100 paginas, Édouard Louis constrói um texto híbrido, que combina críticas sociais à desigualdade e à sociedade opressora em que vivemos, com suas memórias, em especial a sua conturbada relação com seu pai, que não aceitava um filho gay. Se a autoaceitação de uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ já é um processo difícil e dolorido, enfrentar esses medos com a repulsa familiar é uma tarefa muito mais sofrida.

NOTA 9/10

DIVERSOS

Uma história desagradável, de Fiódor Dostoiévski | Resenha

Diferentemente do seus romances mais densos, que se aprofundam nos conflitos e angústias dos personagens, “Uma história desagradável” é uma obra curta e que revela um Dostoiévski mais cômico e menos psicológico. E o que começa com uma premissa bem humorada, acaba levando para um desenvolvimento desagradável - para não dizer caótico.

NOTA 9/10

DIVERSOS

NOTA

#DesafioBookster2023 | Janeiro

Para começar o Desafio Bookster 2023, escolhi um acontecimento histórico que marcou o início do século passado e revelou uma dimensão até então inexistente quando o assunto era guerras.

E para retratar esse período, a obra sugerida é Irmão de alma, do escritor francês David Diop. Apesar de ter nascido em Paris, o autor foi criado no Senegal, o que explica a perspectiva histórica da guerra apresentada pelo autor. “Diop desentranha a participação dos soldados da Costa Ocidental da África no conflito, um tema pouco abordado pela literatura”. E é essa a intenção do desafio desse ano, trazer livros com perspectivas pouco comuns dos acontecimentos históricos.

O livro foi vencedor do International Booker Prize e foi escolhido como um dos livros preferidos de Barack Obama.

Sinopse:
“Certa manhã da Grande Guerra, o capitão Armand determinou o ataque contra o inimigo alemão. Os soldados avançam. Em suas fileiras, Alfa Ndiaye e Mademba Diop, dois escaramuçadores senegaleses, entre todos aqueles que lutavam sob a bandeira francesa. Poucos metros depois de ter saltado da trincheira, Mademba cai, ferido de morte, sob os olhos de Alfa, seu amigo de infância, seu mais que irmão.Alfa se encontra sozinho na loucura do grande massacre, sua razão foge. Ele, o camponês africano, distribuirá a morte nesta terra sem nome. Desapegado de tudo, inclusive de si mesmo, ele espalha sua própria violência, semeia o medo, a ponto de assustar seus companheiros.”

PS: a vida é corrida e a foto teve que ser no aeroporto mesmo kkk

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Desafio Bookster 2023 | A História na Literatura

Booksters, o ano mal começou e a gente já tem que começar a planejar nossas leituras. Como venho fazendo há alguns, hoje lanço o #DesafioBookster2023, um projeto para lermos 12 livros juntos durante o ano, sendo um por mês, seguindo um tema escolhido para mim.

NOTA

DIVERSOS

Açúcar queimado, de Avni Doshi | Resenha

“Eu estaria mentindo se dissesse que o sofrimento da minha mãe nunca me deu prazer”. Assim se inicia a obra de Avni Doshi, jovem autora norte americana e filha de imigrantes indianos. Finalista do Booker Prize de 2020, “Açúcar Queimado” traz a história de Anantara e sua difícil relação com sua mãe.

NOTA 8/10