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Quem matou meu pai, de Édouard Louis | Resenha

Um manifesto literário e íntimo. Com menos de 100 paginas, Édouard Louis constrói um texto híbrido, que combina críticas sociais à desigualdade e à sociedade opressora em que vivemos, com suas memórias, em especial a sua conturbada relação com seu pai, que não aceitava um filho gay. Se a autoaceitação de uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ já é um processo difícil e dolorido, enfrentar esses medos com a repulsa familiar é uma tarefa muito mais sofrida.

NOTA 9/10

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Uma história desagradável, de Fiódor Dostoiévski | Resenha

Diferentemente do seus romances mais densos, que se aprofundam nos conflitos e angústias dos personagens, “Uma história desagradável” é uma obra curta e que revela um Dostoiévski mais cômico e menos psicológico. E o que começa com uma premissa bem humorada, acaba levando para um desenvolvimento desagradável - para não dizer caótico.

NOTA 9/10

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NOTA 8/10

Amanhã, amanhã, e ainda outro amanhã, de Gabrielle Zevin | Resenha

Descobri este livro de uma forma curiosa: morando em Nova York, sentado em um café, quando escuto duas meninas na mesa ao lado conversando sobre um livro. Eu, que não nego ser curioso, logo começo a tentar escutar. Quando mencionaram que acharam Tolstói contemporâneo, não aguentei e resolvi perguntar. Tratava-se da obra de Gabrielle Zevin e a minha nova “amiga”, uma jovem russa, falou que eu deveria lê-lo! Isso ficou na minha cabeça, e qual não foi a minha felicidade quando recebi esse lançamento da Editora Rocco.

A narrativa gira em torno da amizade entre Sam e Sadie, que se conhecem ainda crianças, e criam uma forte amizade. Com o tempo, separam-se e reencontram-se por acaso em uma estação de metrô, acompanhado de um disquete contendo um jogo eletrônico. Uma oportunidade para a retomada desta amizade tão bonita e a criação de jogos de videogame, que ocasiona no sucesso para os dois.

Acompanhamos quase 30 anos dessa relação, como em um romance de formação. São brigas, amores, tristezas e conquistas que atravessam pelo caminho dos dois, e o mais legal é acompanhar a evolução da tecnologia: Sadie e Sam começam na década de 90 até os dias de hoje.

A escrita da autora é bem gostosa, mas senti que o ritmo acabou caindo um pouco no meio do livro, como se algumas passagens fossem desnecessárias. Talvez essa sensação tenha se dado porque não sou o maior fã do mundo dos games, mas se você gostar, não vai achar que tem informação a mais pelas páginas.

A obra é uma ótima opção de leitura contemporânea que trata de temas atuais. Não consegui identificar a referência à escrita de Tolstói, como minha amiga falou, mas recomendo!

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Escute as feras, de Nastassja Martin | Resenha

Imagina essa cena: você está de boa andando numa floresta coberta de neve quando, de repente, encontra um urso a poucos metros. E, para piorar, esse urso vem para a sua direção e te ataca. Bom, isso não é uma história de terror. Na verdade, até seja, mas ela não é ficção. A autora francesa Natassja Martin passou por isso em 2015 e sobreviveu para contar - apesar de diversos ferimentos.

NOTA 9/10

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As Vinhas da Ira, John Steinbeck | Resenha

“Assolada por uma forte crise econômica, a década de 1930 no sul dos Estados Unidos foi o cenário escolhido por John Steinbeck para construir um
romance que deixou uma profunda marca na literatura norte-americana. Premiado com o Pulitzer, As vinhas da ira é, acima de tudo, a narrativa de uma fuga.

NOTA 9/10