Veja também

FICÇÃO

Sobre a terra somos belos por um instante, de Ocean Vuong | Resenha

Em meio ao mês do orgulho LGBTQIA+, comecei essa leitura, muito bem indicada por Mia Couto no @dariaumlivropodcast, sem saber que a obra do autor vietnamita - que acaba de ser traduzida para o português - continha uma temática gay. Ocean Vuong é muito conhecido por suas obras de poesia e “Sobre a terra somos belos por um instante” foi sua primeira aventura em um romance.

NOTA 9/10

FICÇÃO

Vamos comprar um poeta, de Afonso Cruz | Resenha

Nas poucas páginas que compõem esse livro, fica evidente a genialidade do autor português - característica que eu já tinha escutado de outros leitores. A obra foge totalmente daquele conceito de romance que estamos acostumados a ler.

NOTA 10/10

CLÁSSICOS, FICÇÃO, LIVROS

NOTA 6,5/10

Persuasão, de Jane Austen | Resenha

Depois de muito ensaiar, finalmente li meu primeiro livro de um dos nomes mais importantes da literatura mundial. Jane Austen é conhecida por seus romances “mais românticos”, escritos no final do século XVIII e início do século XIX, e que trazem consigo uma visão feminista muito à frente do seu tempo.

Apesar de “Orgulho e preconceito” figurar como sua obra mais conhecida, resolvi começar por um dos seus outros romances. Em “Persuasão”, conhecemos Anne Elliot, uma inteligente personagem feminina que vive em uma Inglaterra mais rural e se apaixona por um capitão da marinha, Frederick Wentworth.

O mais interessante é a ironia que Austen se vale para construir os pensamentos da personagem, de forma que a complexidade de Anne vai muito além de sua paixão por um homem. A garota é uma jovem aristocrata que vive rodada de convenções sociais, em que o papel da mulher deve se limitar ao cuidado do marido e da casa, sempre se atentando à sua imagem perante à alta sociedade. Mas Anne sabe que a sua felicidade vai de encontro com essas convenções… É um questionamento constante (e sutil) que encontramos na escrita da autora.

No entanto, apesar de eu ter gostado bastante dessa característica da obra, senti que a experiência não foi tão boa quanto esperava. Ao longo da leitura, não consegui entrar muito na narrativa ou me conectar com os demais personagens (que não fossem Anne). A leitura ficava truncada em alguns momentos… Por conta do número alto de personagens e nomes de lugares e famílias, talvez teria sido melhor ler esse livro de uma só, sem ficar alternando com outras obras como fiz na época dessa leitura.

De toda forma, é sempre bom lembrar: se não gostei tanto da leitura, isso não quer dizer que você também não irá gostar! Tanto isso é verdade que, nesse caso, o livro é adorado por muitos leitores. Inclusive, terminei “Persuasão” com vontade de conhecer outros livros de Austen, confiando em melhores experiências com as futuras leituras!

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Campos obrigatórios são marcados*.

Nome*:

Email*:

Comentário*

Veja também

NÃO FICÇÃO

As inseparáveis, de Simone de Beauvoir | Resenha

Escrito em 1954, “As inseparáveis” é um romance póstumo inédito no Brasil, e foi a minha primeira experiência lendo a memorável Simone de Beauvoir. A leitura tem como pano de fundo a amizade entre duas amigas, Sylvie e Andrée. Mas, na verdade, a autora criou essas duas personagens para escrever um romance sobre a sua própria história e de sua amiga Élisabeth Lacoin, a Zaza. “As inseparáveis” pode, portanto, ser classificado com um romance autobiográfico, em que há elementos de ficção (em maior ou menor grau) junto com um narrador que conta a sua própria historia, em primeira pessoa.

NOTA 9/10

CLÁSSICOS, FICÇÃO

A fazenda dos animais, de George Orwell | Resenha

Fazer essa releitura foi marcante por alguns motivos. Em primeiro lugar, a mudança do título que marca a nova tradução feita por Paulo H. Britto para essa edição sensacional. Apesar de representar algo aparentemente pequeno em uma obra tão relevante, a mudança de “Revolução dos bichos” para “A fazenda dos animais” aproxima muito mais a obra do título original (“Animal farm”). Eu adorei a novidade, até porque quando vou ler um livro traduzido para o português, desejo ler a versão mais similar possível ao que a autora ou autor pretenderam criar para o leitor, sem contar que o título anterior teria sido escolhido para fazer parte de uma "propaganda anticomunista" do governo da época em que foi publicado (1964).

NOTA 10/10