Veja também

FICÇÃO, LIVROS

Herança, de Miguel Bonnefoy | Resenha

Quando recentemente estive na França, via "Heritage" em evidência nas estantes das livrarias que visitei. Curioso, fui logo pesquisar mais do livro, que venceu o Prix des Libraires 2021, e percebi que era o mesmo que há pouco havia recebido da @editoravestigio! Comecei a leitura sem saber o que esperar, já que a obra chegou recentemente nas livrarias brasileiras e ainda não tinha visto a opinião de alguém que já tivesse se aventurado por essas páginas... E que surpresa maravilhosa!

NOTA 9,5/10

LIVROS, NÃO FICÇÃO

Paula, de Isabel Allende | Resenha

Começar um livro sobre uma mãe que aguarda a morte de sua filha doente ao seu lado é algo que pode ser impensável para muitos. Temos nossos limites em conhecer o sofrimento do outro, mas a verdade é que esse livro não trata apenas da tristeza e do medo de uma perda irreparável.

NOTA 10/10

CLÁSSICOS, FICÇÃO

NOTA 10/10

A fazenda dos animais, de George Orwell | Resenha

Fazer essa releitura foi marcante por alguns motivos. Em primeiro lugar, a mudança do título que marca a nova tradução feita por Paulo H. Britto para essa edição sensacional. Apesar de representar algo aparentemente pequeno em uma obra tão relevante, a mudança de “Revolução dos bichos” para “A fazenda dos animais” aproxima muito mais a obra do título original (“Animal farm”). Eu adorei a novidade, até porque quando vou ler um livro traduzido para o português, desejo ler a versão mais similar possível ao que a autora ou autor pretenderam criar para o leitor, sem contar que o título anterior teria sido escolhido para fazer parte de uma “propaganda anticomunista” do governo da época em que foi publicado (1964).

Superado esse ponto inicial, é inegável que a leitura desse livro no momento atual é bem pertinente e dialoga com problemas políticos e sociais que vivemos. Para quem não conhece a história por trás dessa obra, podemos resumir assim: depois de serem muito explorados, os animais da “Fazenda do Solar” se revoltam contra o seu dono e decidem instituir um “governo” dos animais, baseado em um sistema igualitário. A partir disso, a fazenda seria comandada apenas pelos bichos, sem qualquer tipo de privilégio. No entanto, com o tempo, as promessas de um sistema de igualdades acaba se afastando da realidade imposta por quem estava no comendo.

E o mais genial por trás da obra é que o autor conseguiu transmitir de forma simples e instigante assuntos de extrema relevância social. A história não passa de uma alegoria aos governos totalitários, em especial ao regime de Stalin na União Soviética.

Para mim, “A fazenda dos animais” tem um papel bem importante, já que foi uma das leituras responsáveis por despertar o meu gosto por livros! E se o meu primeiro contato já deixou tantas marcas, é incrível ver como tantos anos depois a leitura foi tão enriquecedora. A maturidade me permitiu refletir sobre diferentes questões e identificar uma crítica social mais latente.

Só elogios para essa edição em capa dura, com ilustrações lindas e um conteúdo de apoio riquíssimo! Leitura necessária!

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FICÇÃO

A uruguaia, de Pedro Mairal | Resenha

Escrito pelo argentino Pedro Mairal, “A uruguaia” foi muito bem recebido pelos leitores brasileiros. A sinopse é um pouco atrapalhada e não revela muito do que vamos encontrar: Lucas, um escritor na casa dos 40 anos, precisa viajar ao Uruguai para resolver alguns problemas financeiros. Mas se a viagem tinha um objetivo meramente prático, o personagem aproveita a oportunidade e cogita se reencontrar com uma paixão proibida que viveu naquele país, quando foi convidado para um festival literário. Seu nome é Magali GUERRA.

NOTA

DIVERSOS, FICÇÃO

Oleg, de Frederik Peeters | Resenha

Conhecido por seu sucesso com “Pílulas azuis”, em que conta a sua relação com uma mulher soropositiva, Peeters volta a publicar uma nova história em quadrinhos sobre experiências aparentemente pessoais. Se em “Pílulas azuis” encontramos um personagem bem jovem, em “Oleg” acompanhamos momentos de sua vida 20 anos depois: uma autobiografia do contemporâneo.

NOTA 8,5/10