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FICÇÃO, LIVROS

O lobo da estepe, de Herman Hesse

A primeira leitura de 2021 já começou muito marcante para mim. Como comentei com vocês, fazia algum tempo que não me identificava tanto com um livro. Já era um grande fã de Hesse depois de ter lido “Sidarta” e “Knulp” e, depois de “O lobo da estepe”, talvez possa falar que o autor está no meu top 10 de escritores favoritos.

NOTA 10/10

FICÇÃO, LIVROS

A terceira vida de Grange Copeland, de Alice Walker | Resenha

Apesar de ser conhecida mundialmente por “A cor púrpura”, premiado romance que denunciou de forma impactante o racismo e machismo no sul dos Estados Unidos, Alice Walker tem uma ampla produção literária. No entanto, temos poucos de seus trabalhos publicados no Brasil e, por isso, a publicação de seu primeiro romance, “A terceira vida de Grange Copeland” (1970), foi recebida com muito entusiasmo - e, para alegria dos leitores, com uma crítica muito positiva.

NOTA 9,5/10

FICÇÃO, LIVROS

NOTA 9,5/10

Knulp, de Herman Hesse | Resenha

O meu primeiro contato com o ganhador do Prêmio Nobel de 1946 foi com “Sidarta”. Amei a leitura, sobretudo a forma como Hesse conseguiu em poucas páginas construir personagens profundos e nos conduzir por questionamentos existenciais.

Apesar de tratar de uma temática bem distinta, a verdade é que a leitura de “Knulp” me lembrou bastante o estilo de “Sidarta”.

Também em poucas páginas, acompanhamos algumas passagens da vida de Knulp, um andarilho sem muito rumo na Alemanha do final do século XIX. A sinopse até parece simples demais e, por isso, não há nem muito como desenvolver a narrativa por aqui. É um daqueles livros que parecem ser sem graça quando você tenta contar para alguém, mas que encantam pela simplicidade.

E essa simplicidade e pureza nos sentimentos do personagem me tocaram muito. Knulp é a imagem da liberdade e do desapego a bens materiais e a laços sociais mais profundos. Por outro lado, o modo de vida do personagem acaba gerando um certo incômodo nas pessoas que cruzam o seu caminho. Todos pensam que Knulp está deixando de aproveitar a vida quando opta por andar sem rumo e sem “objetivos”. Todavia, é justamente aí que aparecem as principais reflexões encontradas na leitura: a simplicidade não seria uma forma de curtir a vida?

É um verdadeiro ato de rebeldia para os padrões sociais da época. Na verdade, ainda que esse tipo de história costume aparecer com mais frequência hoje em dia, em que pessoas abrem mão das convenções sociais e da rotina “normal” e resolvem tomar novos rumos, a sociedade ainda enxerga essa decisão como um desvio do que é certo.

A escrita de Hesse é incrível e a leitura flui muito bem. Recomendo muito, até porque você só vai conseguir entender o valor desse livro após lê-lo.

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“A morte é um dia que vale a pena viver” – Ana Claudia Arantes | Resenha

É muito comum ler críticas sobre livros de auto-ajuda, como se eles fossem um gênero inferior de leitura, sobretudo quando comparados a obras literárias. Como costumo falar por aqui, entendo que preconceitos literários e generalizações nos impedem de conhecer e diversificar nossas leituras e podem afastar alguns leitores da conversa sobre livros.

NOTA 9,5/10

Desafio Bookster

#DesafioBookster2020 | Novembro

Quando se fala em livros, romance é um gênero narrativo muito mais amplo, que envolve uma história completa composta por “enredo, temporalidade, ambientação e personagens definidos de maneira clara”.

NOTA