Veja também

FICÇÃO, LIVROS

O lobo da estepe, de Herman Hesse

A primeira leitura de 2021 já começou muito marcante para mim. Como comentei com vocês, fazia algum tempo que não me identificava tanto com um livro. Já era um grande fã de Hesse depois de ter lido “Sidarta” e “Knulp” e, depois de “O lobo da estepe”, talvez possa falar que o autor está no meu top 10 de escritores favoritos.

NOTA 10/10

FICÇÃO, LIVROS

A terceira vida de Grange Copeland, de Alice Walker | Resenha

Apesar de ser conhecida mundialmente por “A cor púrpura”, premiado romance que denunciou de forma impactante o racismo e machismo no sul dos Estados Unidos, Alice Walker tem uma ampla produção literária. No entanto, temos poucos de seus trabalhos publicados no Brasil e, por isso, a publicação de seu primeiro romance, “A terceira vida de Grange Copeland” (1970), foi recebida com muito entusiasmo - e, para alegria dos leitores, com uma crítica muito positiva.

NOTA 9,5/10

FICÇÃO, LIVROS

NOTA 8,5/10

Wolf Hall, de Hilary Mantel | Resenha

Quando pensamos em Henrique VIII, é difícil não lembrar das polêmicas e jogos políticos que preencheram o seu reinado. No caso de “Wolf Hall”, primeiro volume de uma trilogia e vencedor do Man Booker Prize, esse interessante e atraente período da monarquia inglesa é construído a partir de um relevante personagem, Thomas Cromwell, que esteve ao lado do Rei Henrique VIII nos momentos mais decisivos de seu governo.⁣

Nesse volume, vamos acompanhar a trajetória de Cromwell desde uma humilde e violenta infância até chegar à Corte e se aproximar do rei. É nesse cenário que Mantel consegue humanizar uma figura controversa como Cromwell, que vive nesse período tragédias e perdas pessoais.⁣

Entretanto, o que mais chama atenção no livro é o estilo da autora que, vale dizer, foge totalmente do padrão dos romances históricos que estou acostumado a ler. Na obra de Mantel, o ritmo mais objetivo dos acontecimentos é substituído por diálogos profundos e pela construção detalhada dos bastidores dos jogos de poder. E se, por um lado, isso confere uma personalidade única à obra, essa inovação também pode causar certa estranheza a alguns leitores.⁣

No meu caso, devo dizer que senti dificuldades de me acostumar com o estilo da autora, tendo inclusive que precisar voltar páginas em alguns momentos para me contextualizar. No entanto, ainda que o estilo não tenha me prendido desde o início, confesso que fiquei MUITO impressionado com a capacidade da autora em se aprofundar nos detalhes das tramas, o que deve não apenas ter demandado uma extensa pesquisa, mas também exigido uma invejável criatividade para preencher tantas lacunas deixadas pela História.⁣

Assim, a qualidade literária do trabalho da autora é inegável. O importante, nesse caso, é estar ciente do estilo de narrativa que você vai encontrar. Para o leitor faminto por narrativas históricas detalhadas, essa obra irá agradar muito. Por outro lado, para o leitor que esteja acostumado a uma leitura mais rápida, que valoriza o ritmo dramático da obra, é importante estar ciente do estilo de livro que irá encontrar!⁣

Ps.: Dica que irá ajudar na leitura: A autora utiliza MUITO o pronome “Ele”, o que deixa o leitor confuso sobre a qual personagem ela estaria fazendo referência. O que descobri ao longo da leitura é que na grande maioria das vezes ela está se referindo ao próprio Cromwell.

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Campos obrigatórios são marcados*.

Nome*:

Email*:

Comentário*

Veja também

FICÇÃO, LIVROS

Identidade, de Nella Larsen | Resenha

Publicado em 1929, o livro narra a historia de duas amigas de infância, Irene e Clare, que acabam tomando rumos diferentes.

NOTA 8/10

FICÇÃO, LIVROS

Cidadã de segunda classe, de Buchi Emecheta | Resenha

O título escolhido pela incrível autora nigeriana consegue definir bem a forma como Adah, a protagonista do livro, se sente na Inglaterra da década de 60.

NOTA 9,5/10