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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

NOTA 8,5/10

Wolf Hall, de Hilary Mantel | Resenha

Quando pensamos em Henrique VIII, é difícil não lembrar das polêmicas e jogos políticos que preencheram o seu reinado. No caso de “Wolf Hall”, primeiro volume de uma trilogia e vencedor do Man Booker Prize, esse interessante e atraente período da monarquia inglesa é construído a partir de um relevante personagem, Thomas Cromwell, que esteve ao lado do Rei Henrique VIII nos momentos mais decisivos de seu governo.⁣

Nesse volume, vamos acompanhar a trajetória de Cromwell desde uma humilde e violenta infância até chegar à Corte e se aproximar do rei. É nesse cenário que Mantel consegue humanizar uma figura controversa como Cromwell, que vive nesse período tragédias e perdas pessoais.⁣

Entretanto, o que mais chama atenção no livro é o estilo da autora que, vale dizer, foge totalmente do padrão dos romances históricos que estou acostumado a ler. Na obra de Mantel, o ritmo mais objetivo dos acontecimentos é substituído por diálogos profundos e pela construção detalhada dos bastidores dos jogos de poder. E se, por um lado, isso confere uma personalidade única à obra, essa inovação também pode causar certa estranheza a alguns leitores.⁣

No meu caso, devo dizer que senti dificuldades de me acostumar com o estilo da autora, tendo inclusive que precisar voltar páginas em alguns momentos para me contextualizar. No entanto, ainda que o estilo não tenha me prendido desde o início, confesso que fiquei MUITO impressionado com a capacidade da autora em se aprofundar nos detalhes das tramas, o que deve não apenas ter demandado uma extensa pesquisa, mas também exigido uma invejável criatividade para preencher tantas lacunas deixadas pela História.⁣

Assim, a qualidade literária do trabalho da autora é inegável. O importante, nesse caso, é estar ciente do estilo de narrativa que você vai encontrar. Para o leitor faminto por narrativas históricas detalhadas, essa obra irá agradar muito. Por outro lado, para o leitor que esteja acostumado a uma leitura mais rápida, que valoriza o ritmo dramático da obra, é importante estar ciente do estilo de livro que irá encontrar!⁣

Ps.: Dica que irá ajudar na leitura: A autora utiliza MUITO o pronome “Ele”, o que deixa o leitor confuso sobre a qual personagem ela estaria fazendo referência. O que descobri ao longo da leitura é que na grande maioria das vezes ela está se referindo ao próprio Cromwell.

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