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Quando recentemente estive na França, via "Heritage" em evidência nas estantes das livrarias que visitei. Curioso, fui logo pesquisar mais do livro, que venceu o Prix des Libraires 2021, e percebi que era o mesmo que há pouco havia recebido da @editoravestigio! Comecei a leitura sem saber o que esperar, já que a obra chegou recentemente nas livrarias brasileiras e ainda não tinha visto a opinião de alguém que já tivesse se aventurado por essas páginas... E que surpresa maravilhosa!

NOTA 9,5/10

LIVROS, NÃO FICÇÃO

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NOTA 10/10

Desafio Bookster

NOTA

#DesafioBookster2020 | Junho

Mês: Junho
Gênero: Livro reportagem
Livro escolhido: “As bruxas da noite”, de Ritanna Armeni

Quando comecei a fazer a pesquisa sobre livros reportagem escritos por autoras, tive uma grande surpresa ao me deparar com uma quantidade boa de excelentes opções. Inclusive, quando o assunto é mulheres no gênero da reportagem, temos uma vencedora recente do Prêmio Nobel de Literatura, Svetlana Aleksiévitsch, que tem vários livros publicados no Brasil (alguns com resenha aqui). Nesse cenário de ótimas alternativas, confesso que foi difícil escolher uma delas e acabei optando por um livro menos “falado” aqui no Brasil (talvez por ter sido publicado recentemente) e de uma editora que eu até então não conhecia, a @editoraseoman. Também fiquei animado com as resenhas no sentido de não ser um livro muito “informacional”, cheio de dados e datas (não faz tanto meu estilo).

A premissa de “As bruxas da noite” é muito interessante: trazer ao público a história pouco conhecida das mulheres soviéticas que pilotaram aviões de guerra pelo exército de seu país durante a Segunda Guerra Mundial. A atuação dessas aviadoras era tão intensa que os nazistas passaram a chamá-las de “bruxas da noite”. Ritanna Armeni é uma premiada jornalista e escritora italiana, que buscou relatos para revelar “informações sobre a criação, a luta e as vitórias dessas mulheres que foram apagadas da história após o declínio de suas carreiras como aviadoras devido ao conservadorismo e preconceito do Estado Soviético”. É uma forma de ter acesso a momentos da história que acabaram sendo ignorados pelo “filtro” seletivo dos anos.

Para quem preferir outra escolha, seguem algumas indicações: “Holocausto brasileiro”, de Daniela Arbex; “As boas mulheres da China”, de Xinran; “Ela disse”, de Jodi Cantor e Megan Tawohey; “Presos que menstruam”, de Nana Queiroz; e “Vozes de Tchernóbil”, de Svetlana Aleksiévitsch.

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