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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

Desafio Bookster

NOTA

#DesafioBookster2020 | Julho

Mês: Julho⁣
Gênero: Ficção científica ⁣
Livro escolhido: “A mão esquerda da escuridão”, de Ursula K. Le Guin⁣

Acho que até agora essa foi uma das escolhas mais fáceis de acertar. Quando se fala em autora de ficção científica, um dos primeiros nomes que vem à cabeça é Ursula K. Le Guin. A norte-americana escreveu diversos livros, dentre eles mais de 50 romances. Da autora já li “Os despossuídos” e gostei muito da forma como a autora usa a ficção científica para discutir temas de relevância social. E é justamente por esse motivo que escolhi um novo livro da autora para o Desafio Bookster, até mesmo porque “A mão esquerda da escuridão” é conhecido por seguir essa mesma linha de trabalho, isto é, uma narrativa que vai muito além da trama construída e de planetas habitados por seres “estranhos”. ⁣

Escrito há mais de 50 anos, a obra foi vencedora de prêmios literários ao tratar de uma missão diplomática em que um humano precisa convencer os governantes de um planeta alienígena, chamado de Gethen, a se unirem a uma comunidade global. No entanto, o missionário levará um choque de cultura ao se deparar com uma sociedade organizada de forma muito diferente, sobretudo por não existir a divisão de gênero como conhecemos. Lá os seres não são do gênero masculino, nem feminino, mas sim de um misto dos dois. Como bem indicado na sinopse, o livro “propõe ricas discussões sobre assuntos polêmicos e atemporais – gênero, feminismo, alteridade, filosofia e antropologia”. Não tem como não ficar animado, não é mesmo?⁣

Para quem preferir outra escolha, seguem algumas indicações: “A parábola do semeador”, de Octavia E. Butler; “Frankenstein”, de Mary Shelley; “Oryx e Crake”, de Margaret Atwood; e “As águas-vivas não sabem de si”, de Aline Valek; e “A terra das mulheres”, de Charlotte Perkins Gilman.⁣

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Ninguém escreve ao Coronel, de Gabriel Garcia Márquez | Resenha

Eu gosto muito da escrita do Gabo, da forma com que ele cria enredos simples, até cômicos, mas ao mesmo constrói ambientes riquíssimos e desenvolve personagens marcantes. São narrativas tão gostosas de ler e, ao mesmo tempo, responsáveis por despertar reflexões sobre relações humanas, problemas sociais e peculiaridades da nossa condição.⁣

NOTA 9/10

FICÇÃO

Fabián e o caos, de Pedro Juan Gutierrez | Resenha

Ambientado em uma Cuba assolada por intrigas políticas, em plena transição da Revolução, “Fabián e o caos” relata os encontros e desencontros entre duas pessoas muito diferentes. De um lado temos Pedro Juan - inspirado no próprio autor - que vive em busca de sexo e álcool. De outro lado conhecemos Fabián, um personagem peculiar, com traços introvertidos e que nutre uma paixão pelo piano. Além disso, Fabián é homossexual.⁣

NOTA 9/10