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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

Desafio Bookster

NOTA

#DesafioBookster2020 | Maio

Mês: Maio
Gênero: Livro censurado
Livro escolhido: “Amada”, de Toni Morrison

Quando a gente fala de censura, normalmente pensa em regimes ditatoriais pelo mundo, períodos de inquisições ou na ditadura militar que marcou a história do nosso país. Mas a verdade é que a liberdade de expressão ainda é a todo momento desafiada, por meio de comportamentos aparentemente isolados, mas que representam um reflexo de parte da sociedade que deseja sufocar a discussão de temáticas relevantes e legítimas.

A autora do livro escolhido é considerada uma das principais escritoras norte-americanas e foi a primeira escritora negra a receber o Prêmio Novel de Literatura (1993). Apesar de ter sido publicado em 1986, isto é, em um período recente, vem sendo vítima de diversas tentativas – algumas bem-sucedidas – de censura, sobretudo por escolas e bibliotecas. A obra narra uma forte e sensível história de escravidão e racismo no século XIX, mas que acaba sendo ilegalmente atacada por seu conteúdo violento e com conotação sexual.

Inclusive, foi elaborado um projeto de lei – denominado “Beloved Bill”, em referência ao título do livro no idioma original – que pretendia autorizar os pais de estudantes a vetar a leitura de certos livros. Felizmente, esse projeto foi vetado em 2016. Ainda assim, o livro figura quase no topo da lista das 100 obras mais banidas nos EUA na última década (American Library Association).

Na minha opinião, a tentativa de barrar a leitura da obra só evidencia a importância de manter vivo um trabalho de extrema relevância como esse e que foi considerado pelo New York Times como o melhor livro de ficção norte-americano dos últimos 25 anos.

Para quem preferir outra escolha, seguem algumas indicações: “Eu sei por que o pássaro canta na gaiola”, de Maya Angelou; “Cisnes Selvagens”, de Jung Chang; “Harry Potter”, de J. K. Rowling; e “A casa dos espíritos”, de Isabel Allende. •

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Tem alguns livros que considero como essenciais para alguém que vive em uma sociedade. E isso porque nos mostram o que está por trás de muitos problemas políticos e sociais, desmitificando aquele “senso comum desinformado” que ouvimos repetidas vezes. E “Prisioneiras” se encaixa nesse grupo!

NOTA 10/10

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Gostaríamos de informá-lo de que amanhã seremos mortos com nossas famílias, de Philip Gourevitch | Resenha

Como é possível sabermos tão pouco sobre um dos episódios recentes mais tristes da humanidade? Por que não aprendemos na escola a história de um genocídio que, em 1994, exterminou mais de um milhão de pessoas em apenas 100 dias em Ruanda por conta de diferenças étnicas?

NOTA 8,5/10