Veja também

LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

DIVERSOS

NOTA 9/10

“Os sofrimentos do jovem Werther”, de J. W. Goethe | Resenha

Publicado em 1774, esse clássico da literatura alemã – e mundial – teve um impacto tão grande que foi responsável por uma onda de suicídios entre os jovens da época. Mas como um livro pode ter impactado tanto um leitor a ponto de incentivá-lo a acabar com a própria vida? Não há uma resposta certa e as gerações posteriores nunca conseguirão compreender o que as palavras de Goethe representaram naquele momento, para aquela sociedade. Apesar disso, o livro ainda é atual na medida em que trata de temas sobre a condição do ser humano e seus conflitos internos. É isso que faz dele um clássico!

Construída a partir de cartas, a narrativa tem como norte os relatos de um jovem sobre a paixão que começa a consumi-lo após conhecer Carlota, que já está prometida em casamento para Alberto. É o retrato do romântico, daquele que prioriza o sentimento no lugar da razão. O drama já está indicado logo no início, no próprio título do livro. Werther sofre. Sofre tanto que me questionei: será que essa devoção toda não chega a ser um exagero?

Mas isso não importa. Para Werther, a única dúvida que cresce dentro de si é: será que a vida ainda faz sentido quando não se pode “ter” a pessoa amada?

A importância da obra se revela nas reflexões que encontram o leitor durante a leitura. É um livro que vai muito além da “história” contada. Então, inicie a leitura com essa ideia em mente. Os temas ali espalhados vão desde saúde mental até a própria dificuldade em entender o problema do outro. Talvez a ideia do amor excessivo que consome o personagem seja utilizada de forma proposital para nos mostrar como, ainda que não nos faça sentido, o problema para o outro é real e doloroso.

É interessante mencionar que a história da obra tem uma certa identidade com o momento de vida de Goethe e algumas situações que vivenciou. Assim, as reflexões que encontramos podem ter sido as mesmas que passavam genuinamente pela cabeça do autor quando escreveu a obra. E a dica que dou é: leia sem pressa, aproveite a poética da escrita e tente acompanhar a construção do personagem no decorrer das páginas!

gatilho: depressão e suicídio

Compre o livro AQUI!

Ao comprar o livro pelo link, você ajuda a página, sem gastar nada a mais por isso!

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Campos obrigatórios são marcados*.

Nome*:

Email*:

Comentário*

Veja também

Desafio Bookster

#DesafioBookster2019 | Novembro

No mês em que se celebra o “Dia da consciência negra”, o livro escolhido é o primeiro romance brasileiro escrito por uma mulher negra, em 1859...

NOTA

DIVERSOS

Meu ano de descanso e relaxamento, de Ottessa Moshfegh | Resenha

Começar esse livro foi fácil, até porque tinha sido recomendado por dois leitores em quem confio muito. Mas a literatura não seria tão incrível se todo mundo tivesse a mesma opinião sobre determinado livro, não é mesmo?

NOTA 5/10