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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

FICÇÃO

NOTA 9,5/10

Persépolis, Marjane Satrapi | Resenha

A autora iraniana resolveu escrever sua autobiografia em forma de quadrinhos para contar os fatos que marcaram a sua – nada comum – infância e juventude. A intenção de Marjane foi escrever um relato apenas para seus amigos, mas a recepção foi tão positiva que a autora logo tornou a sua obra uma ferramenta para disseminar uma história de opressão religiosa, choques de cultura e saúde mental.

Nascida em um Irã ainda liberal, e criada por uma família pouco religiosa, Marjane vivenciou uma mudança radical ainda quando criança: seu país passou por uma revolução que colocou no poder um governo autoritário e fundamentalista, liderado por um chefe religioso. Com 10 anos, a menina passa a ser obrigada a usar o véu, a estudar em uma escola apenas para garotas e a mudar detalhes do seu dia a dia.

No entanto, a garota não conseguia aceitar as mudanças radicais e, com medo das consequências que seu comportamento rebelde poderia trazer, os pais de Marjane decidem enviá-la para a Europa. Diante disso, e com apenas 14 anos, a protagonista aterrissa sozinha na Áustria. Os choques culturais já são percebidos logo de início e, ainda que tenha encontrado um país liberal, Marjane se sente deslocada. Ela logo percebe como a criação em uma sociedade extremista pode impactar na formação do indivíduo. Marjane é muito diferente dos jovens da sua idade e, por isso, passa a fazer de tudo para disfarçar as barreiras culturais que a tornavam “esquisita”. Essa luta para tentar se adaptar a um mundo tão diferente traz sérias consequências para a protagonista. Apesar de não ter que lutar mais contra a opressão do governo, Marjane precisar combater uma forte depressão e conviver com a solidão de uma vida longe da família.

A leitura realmente surpreende pela profundidade e acaba por derrubar aquela ideia de que histórias em quadrinhos são para crianças e adolescentes. Se você também pensa assim, dê uma chance para “Persépolis” e tenho certeza de que você terminará a leitura impactado(a) com a história de uma mulher que enfrenta inúmeras dificuldades para conseguir garantir o seus mínimos direitos a uma vida livre e sem discriminações.

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Após sofrer um naufrágio, Will Farnaby acaba sendo arrastado para a costa de Pala, uma ilha por ele totalmente desconhecida. Aos poucos, o personagem vai descobrindo que os habitantes da ilha vivem guiados por regras que fogem muito da realidade em que vivemos...

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