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Último romance de um autor conhecido por seus romances distópicos, como “Admirável mundo novo”, “A ilha” também é ambientada em uma sociedade fictícia. No entanto, diferentemente de suas obras anteriores, Huxley apresenta ao leitor um cenário utópico, em que os valores coletivos estão à frente da individualidade.

É ao longo do desenvolver da obra que vamos, junto com Will, descobrindo as peculiaridades de Pala: desde um sistema educacional que foca no autoconhecimento do indivíduo, passando por conceitos de unidade familiar totalmente amplos, até uma valorização da genuína natureza sexual de cada um.
A premissa desse livro é surpreendente, mas para quem se interessar pela leitura, já deixo alguns avisos importantes (e que em nada buscam desestimular a leitura, pelo contrário: a ideia é que vocês embarquem nessa aventura preparados). Em primeiro lugar, esse livro pede uma leitura sem pressa. As passagens acontecem aos poucos, são detalhadas e nos levam para dentro de Pala. Por isso, escolham algum outro livro menos profundo para ler em paralelo. Isso vai permitir um ritmo bom de leitura, sem que vocês cansem de “A ilha”. Em segundo lugar, aproveitem as mensagens e questionamentos trazidos pelo autor. A gente reflete ao longo da obra que passamos a duvidar da possibilidade de uma sociedade realmente perfeita.

Por fim, a obra é bem filosófica. Um livro que mistura romance com desenvolvimento pessoal, mas fiquem tranquilos porque a linguagem é bem acessível e de fácil compreensão.
Foram cerca de 3 meses para terminar o livro. Ao final, a sensação é apenas uma: Aldous Huxley é um gênio, uma escritor à frente de seu tempo.

Ler “A ilha” foi uma experiência incrível e marcante!

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