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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

LIVROS

NOTA 08/10

Como as democracias morrem, de Steven Levitsky & Daniel Ziblatt

Não é tão comum, mas às vezes gosto de escolher um livro que está sendo muito comentado, até para conferir se concordo com toda a atenção que o mercado editorial está dando para aquela obra. E como já tinha lido opiniões positivas sobre esse livro, resolvi tentar… Pela sinopse, Levitsky e Ziblatt prometem trazer uma “análise crua e perturbadora do fim das democracias em todo o mundo”. Por meio de uma análise histórica de governos autoritários, os dois professores de Ciência Política de Harvard constroem um cenário com as principais ameaças a um governo democrático, demonstrando como esses riscos estão sofrendo mudanças ao longos dos anos.
Muito embora os autores se concentrem bastante na situação política dos Estados Unidos, a leitura é, na minha opinião, muito relevante para o atual momento vivenciado pelo Brasil – e isso, importante registrar, independentemente da posição política do leitor. Tanto isso é verdade que os autores utilizam como exemplos de governos antidemocráticos tanto regimes liderados por partidos de esquerda, quanto de direita. Ou seja, o objetivo da obra é analisar a democracia como uma garantia ao cidadão e que está acima da identificação política de cada um.
No entanto, apesar de relatarem os acontecimentos históricos de modo “imparcial”, os autores deixam clara a sua oposição a governos atuais que seriam antidemocráticos, em especial, o governo de Donald Trump. A pergunta que eles tentam responder é a seguinte: como foi possível a chegada de um “outsider” como Trump ao poder?
Além disso, a partir de uma linguagem acessível e objetiva, os autores indicam os sinais que devem ser combatidos para evitar a ascensão de um regime antidemocrático. Também é muito interessante como o livro traz novos pontos de vista sobre os alicerces da democracia, revelando a importância das regras não escritas do jogo político.
Por fim, achei que a leitura ficou um pouco arrastada mais para a parte final da obra, quando o enfoque passou para a polarização da política norte-americana – o que inclusive contraria a premissa sobre a qual a obra é vendida aqui no Brasil.

Editora: Zahar

Ano de publicação: 2018

Número de páginas:  272

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As meninas, de Lygia Fagundes Telles | RESENHA

Publicado em 1973, durante o governo de Médici, muito se questiona sobre como o livro teria escapado da censura imposta pelo Ato Institucional n. 5 (AI-5).

NOTA 10/10

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