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Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

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Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

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“Nu, de botas”, de Antonio Prata

Escolhi esse livro depois de pedir indicações para vocês de uma leitura mais leve, já que eu vinha em uma sequência de obras mais densas e impactantes. Fiquei muito satisfeito com essa sugestão! “Nu, de botas” é uma coletânea de crônicas que tem como temática momentos da infância do autor. E, de fato, como promete, a leitura é muito fácil e bem-humorada. O leitor não encontra um livro de memórias, mas sim uma narrativa criada a partir do ponto de vista de uma criança. Assuntos sérios e delicados são relatados com o vocabulário de um adulto, mas com a inocência e a ingenuidade características de uma criança, em que a cada dia há uma nova descoberta.
A construção desse narrador infantil é feita de forma tão inteligente que em inúmeras passagens me identifiquei com os seus pensamentos. Imagino que quem tenha nascido na década de 70, como o autor, possa se conectar ainda mais com as referências contidas em cada uma das crônicas, como programas de televisão, brincadeiras e acontecimentos históricos. Para mim, que nasci na década de 90, já foi uma oportunidade muito legal de revisitar as memórias da infância!
Recomendo muito! .

Trecho:
“Hoje em dia, se a polícia para um carro e flagra uma criança nessa posição, o motorista deve perder a carta, talvez até a guarda dos filhos, mas estávamos em 1984 e o mundo era outro, não se usava cinto de segurança nem protetor solar, as pessoas não andavam por aí com garrafinhas d’água, como se fosse o elixir da vida eterna, fazíamos cinzeiros de argila para os pais nas aulas de artes e o colesterol era apenas uma vaga ameaça de gente paranoica, como a CIA ou a KGB, (…)”(p. 91) “De início, todos na rua tinham o mesmo poder aquisitivo e os bens per capita se resumiam a uma bicicleta, uma bola de futebol e uma caixa onde se misturavam Playmobils (…). Com o lançamento do álbum de figurinhas da Copa de 82, contudo, percebemos uma ligeira diferença na distribuição de renda: uns recebiam cinco pacotinhos por dia, outros tinham direito a dez, mas nada que ameaçasse nosso equilíbrio socioeconômico.”(p. 95)

Editora: Companhia das Letras

Ano de publicação: 2013

Número de páginas:  144

Link de compra: https://amzn.to/2Vp6mLr

 

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