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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

LIVROS

NOTA 10/10

Augustus, John Williams

O autor busca recontar a história de Augusto, fundador do Império Romano, a partir de cartas e fragmentos de diários que, embora com conteúdo fictício, tem autoria de personagens históricos reais. Já falei diversas vezes aqui como eu gosto de romance histórico, principalmente quando envolve períodos mais antigos. No entanto, o que diferencia esse livro dos demais é justamente a estrutura sobre a qual foi construído. O autor soube usar muito bem a troca de correspondências entre os personagens para contar uma história tão rica, como a de Augusto, e repleta de intrigas políticas, sociais e familiares.
A autoria dessas correspondências varia muito, passando pelo próprio Augusto e pessoas próximas do Imperador a cidadãos comuns e escravos. Assim, o leitor consegue perceber a diferença entre as opiniões que cada pessoa tinha sobre o Imperador, a depender de sua posição social ou interesse político. É a construção de um personagem histórico a partir de diversos pontos de vista .
Também gostei muito da forma com que Augustus, em alguns momentos, é apresentado como um ser humano qualquer. Ou seja, a despeito de se tratar da história de um Imperador – que, naquela época, era comparado a um deus -, o autor consegue mostrar que Augusto tinha fraquezas, dúvidas e anseios. Li esse livro no original no final do ano passado, mas como fiquei sabendo que a @radio.londres ia publicar a edição no Brasil só em 2018, resolvi esperar para postar a resenha. Recomendo muito! .
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. “Estou convencido de que, na vida de todo homem, cedo ou tarde, chega o momento em que ele toma consciência, mais claramente que nunca, e independentemente do que ele consegue admitir, da terrível realidade da sua condição; do fato que ele está sozinho, e separado dos outros; e que ele apenas pode ser a miserável criatura que ele é.”

 

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O sol na cabeça, Geovani Martins

Com a proposta de trazer ao leitor 13 contos sobre a infância e adolescência nas favelas cariocas, o livro de estreia de Geovani Martins, nascido em Bangu e criado no Vidigal, vem sendo vendido como um novo fenômeno literário.

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