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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

CLÁSSICOS, FICÇÃO, NÃO FICÇÃO

NOTA 10/10

Orlando: uma biografia, Virginia Woolf

A sinopse da obra já chama muito a atenção do leitor: uma biografia ficcional de um indivíduo que vive por cerca de 300 anos (séc. XVI-XX), mas envelhece pouco mais de 30. E mais que isso, durante esse longo período, o protagonista passa de um jovem membro da aristocracia elisabetana a uma mulher moderna do século XX. Em um dia, quando Orlando tinha 30 anos, dormiu durante uma semana e acordou mulher. É um livro que aborda as transformações do indivíduo visto como um ser humano, independente de questões envolvendo as diferenças de sexo ou gênero. Um dos pontos mais interessantes na obra é a contradição de sentimentos entre os vários Orlandos – que na verdade é um só – que vão sendo apresentados. Quando Orlando ainda era um homem, tinha uma visão bem machista, principalmente em relação ao papel da mulher na sociedade. No entanto, já na pele de uma jovem mulher, acaba questionando muitos das opiniões que tinha. Para uma obra escrita na década de 1920, já é possível imaginar a coragem da autora – que ainda por cima era mulher – para abordar temas tão polêmicos. E, para melhorar, a escrita de Woolf é muito boa, ela realmente dominava essa arte.

Também gostei muito de como a autora brinca com o ofício de escrever uma biografia. Isso porque, o narrador – no caso o biógrafo fictício, cujo nome também é Orlando – dialoga em diversos momentos com o leitor sobre os passos de escrever uma biografia, sempre com toques de ironia e humor.

Ou seja, é um livro genial… muito diferente, interessante e extremamente bem escrito, mas que demanda uma maior atenção e paciência do leitor (não se desanime se no começo você achar que não está entendendo tudo… aos poucos se acostuma). Recomendo muito!

Dica: Leia os textos de apoio que vêm nas edições. Indico muito essa edição da @autêntica, já que ela possui ótimo prefácio, imagens originais notas e um sumário no final do livro que ajuda muito a se ambientar no “tempo” criado pela autora.

Se você gostou, compre o livro clicando no link e ajude a página a se manter: https://amzn.to/2Lc8ssS

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