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Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

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Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

CLÁSSICOS, NÃO FICÇÃO

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Quarto de despejo: diário de uma favelada, Carolina Maria de Jesus

Carolina de Jesus era catadora de lixo e, com o pouco dinheiro que recebia, lutava diariamente para conseguir alimentar os seus 3 filhos. No entanto, a fome era comum e muito dolorosa, fazendo com que a autora recorresse com frequência ao lixo, em busca de restos de comidas. Durante a leitura, me deparei com diversas passagens de violência e miséria que chegam a embrulhar o estômago. Além de contar sobre o seu dia a dia, a autora também relata o ambiente caótico em que vive: a sujeira, as constantes brigas de vizinhos, a “bondade” dos políticos nas vésperas das eleições, o amadurecimento precoce das crianças, a doença e a morte. E é muito interessante que o editor tomou o cuidado de deixar a linguagem da forma mais natural possível, sem tentar corrigir os erros ortográficos e gramaticais da autora. É a vardeira linguagem utilizada por Carolina, uma mulher negra, moradora da favela, com pouca escolaridade, mas que, diante disso, conseguiu escrever um livro arrebatador. Enfim, Quarto de despejo é mais do que um relato da fome e da pobreza, é a história de resistência a um cenário de completa adversidade. Leitura obrigatória!

“A favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.”

Dica: esse é um livro para ser lido aos poucos, sem pressa. Isso porque, apesar de ser uma leitura rápida, a obra é escrita em forma de diário e os “dias” acabam ficando repetitivos. Então, se você decidir ler tudo de uma vez, a leitura pode parecer arrastada e você deixará de aproveitar e extrair o melhor do livro: a força contida nas palavras de Carolina de Jesus.

 

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