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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

CLÁSSICOS, FICÇÃO

NOTA 9/10

Bartleby, o escrivão, Herman Melville

A capa vem costurada e as páginas grudadas. Para ler, você tem que cortar uma a uma. E esse conceito empregado na edição não foi por acaso. Nesse clássico da literatura norteamericana, o leitor se depara com um indivíduo extremamente relutante e que demanda muita paciência dos que estão a sua volta – assim como a necessidade de o leitor ir cortando as folhas a cada página que tenta avançar. A narrativa é bem curta e simples.

O narrador, um advogado de Wall Street, contrata um escrivão (copista), chamado Bartleby, para trabalhar em seu escritório. Apesar de excêntrico e calado, Bartleby aparenta ser um empregado prestativo. No entanto, um dia, e sem qualquer motivo aparente, responde a um pedido de seu chefe da seguinte forma: “Acho melhor não”. A partir desse episódio, qualquer pedido é respondido pelo famoso bordão, repetido por mais de 20 vezes ao longo do livro.

É verdade que a sinopse pode não interessar tanto o leitor. Mas o que surpreende nessa obra não é a história em si, mas o que ela representa e a forma com que Melville a conta. Na minha opinião, é um livro enigmático, que pode ser objeto de diversas interpretações.

Bartleby é um revolucionário, um louco ou alguém que está cansado de somente obedecer? Independente das diversas respostas possíveis, fato é que, com um humor tragicômico, Melville constrói uma narrativa que vem quebras com aquelas ideias que, nunca questionadas, são simplesmente aceitas como verdade. Ora, quem recusa, uma atrás da outra, as tarefas repassadas pelo chefe, sem nem mesmo dar um motivo? E qual é o chefe que vai aceitando isso com uma incompreensível passividade? Também é muito interessante constatar como essa relutância de Bartleby acaba contaminando todos que estão a sua volta.

Melville, autor de Moby Dick, revela nesse livro uma escrita fluida e repleta de figuras de linguagem, que enriquecem ainda mais a obra. Na minha opinião, esse é um livro que merece ser lido mais de uma vez, até para conseguir extrair ainda mais dele. Portanto, considero uma nota provisória!

 

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Como já falei aqui, costumo escolher 4 livros para ler ao mesmo tempo. Ou seja, só começo algum novo livro depois de terminar esses 4, mas não necessariamente começo todos simultaneamente.

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