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Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

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O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

DIVERSOS

NOTA 8/10

Cinzas na boca, de Brenda Navarro | Resenha

Um livro sobre perdas, abandono, solidão e não pertencimento. A temática pesada que envolve a trama criada pela autora mexicana me levou a escolher “Cinzas na boca” como a leitura para o mês sobre tristeza do #DesafioBookster2024

Uma protagonista sem nome deixa o México e vai para a Espanha em busca de sua mãe, que havia abandonado seus filhos na sua terra natal. E a protagonista leva consigo o seu irmão, Diego, de quem sempre tentou cuidar e suprir a falta que o papel materno causava. A ida para aquele novo país parecia ser uma solução para seus problemas.

E a partir disso, são diversos os temas abordados pela autora, que transmite ao leitor uma interminável sensação de desamparo. A protagonista sofre com o preconceito contra os imigrantes e precisa se submeter a trabalhos em más condições para sobreviver. Por outro lado, seu irmão parece não encontrar na mãe a falta que sentia dentro dele. E aos poucos a autora vai nos revelando um doloroso cenário que culmina na morte do irmão, ao tirar a própria vida (não há spoiler, já que esse acontecimento está na primeira página do livro).

Também encontramos a falta que o México causa nos personagens. A dificuldade de aceitar que a busca por uma vida melhor não tenha dado certo e que a realidade anterior talvez fosse mais acolhedora. Quando a protagonista volta para o seu país natal com as cinzas do irmão, esse contraste se torna ainda mais evidente.

E não há como negar que a tristeza está presente em diversas partes da narrativa. No entanto, confesso que, apesar de tantos obstáculos vividos pelos personagens, não consegui me conectar tanto com eles. Não sei se foi a escrita em fluxo de consciência, que pode confundir um pouco o leitor no início da leitura, ou a falta de aprofundamento nas relações, com um ritmo bem urgente, mas senti um impacto menor do que esperava.

Uma leitura difícil, que pode despertar gatilhos, mas que apresenta uma autora potente e sem receio de tocar em temas sensíveis.

PS: Para quem quiser saber mais, tem conversa sobre a leitura com a @nataliatimerman no meu canal do Youtube.

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#DesafioBookster2024 | Julho

Mês: Julho
Sentimento: Solidão
Livro: Nem sinal de asas, de Marcela Dantés

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O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação, de Haruki Murakami | Resenha

Há alguns anos, quando conheci Murakami, confesso que li um livro atrás do outro do autor. E apesar – ou talvez, por conta – desse momento intenso de Murakami, passei os últimos anos sem ler nenhuma das suas obras. Eu colocava algum livro nas próximas leituras, mas outros acabavam passando na frente.

NOTA 9/10