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DIVERSOS

Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

DIVERSOS

O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

LIVROS

NOTA 9/10

Felicidade conjugal, de Liev Tolstói | Resenha

Felicidade conjugal, de Liev Tolstói

Ler Tolstói é sempre uma experiência marcante, porque une uma narrativa envolvente com uma construção talentosíssima dos personagens. O autor russo sabe como poucos descrever as nuances das relações sociais e, em “Felicidade conjugal”, Tolstói coloca o seu conhecimento sobre o ser humano a partir de uma perspectiva feminina – o que não é comum em suas obras.

A jovem Mária Aleksandrôvna, orfã de mãe e pai e herdeira de muitas terras, se apaixona pela primeira vez. O destinatário desse sentimento perturbador é um amigo do seu pai, vinte anos mais velho e que até então nutria um afeto ingênua por Mária. Aos poucos, Sierguiéi Mikháilitch começa a perceber o interesse da jovem e, apesar de uma desistência inicial, passa a corresponder o sentimento. De filha do seu amigo, Mária passa a se tornar o seu mais novo interesse.

Na segunda parte da obra, acompanhamos o amadurecimento da relação entre os dois. É justamente essa transformação do sentimento da paixão para o amor, assim como a descrição das diferentes fases do amor, que torna esse livro tão bom. O que parecia ser uma relacionamento imune a tentações, acaba enfrentando desafios a partir do momento em que o casal não está mais a sós.

E para deixar a leitura ainda mais interessante, não se pode deixar de considerar que a obra foi publicada em 1859 e retrata os comportamentos e os sentimentos de uma mulher corajosa e que desafia os costumes mais tradicionais daquela época. O retrato da sociedade russa do século XIX e os contrastes entre a realidade rural e das grandes cidades também é um aspecto muito enriquecedor da obra.

São muitas as reflexões que o livro traz sobre a complexidade e a universalidade do sentimento. Apesar de ser um leitor nascido tantos anos depois, é impossível não se identificar com as descrições construídas pelo autor. Se você nunca leu nada do autor, essa pode ser uma ótima opção. Tolsói é genial!

Ps: escolha uma edição com tradução direta do russo, como essa da @editora34 que mostro no vídeo.

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Uma mulher, de Annie Ernaux | Resenha

Não costumo dizer isso, mas cada vez mais fico convencido de que Annie Ernaux é uma daquelas autoras que você precisa ter em sua estante. E o que me surpreende é que a ganhadora do Nobel de Literatura de 2022, utiliza uma escrita simples e seca para construir seus textos.

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry | Resenha

Por que um livro aparentemente infantil, publicado há mais de 80 anos, ainda conquista leitores pelo mundo todo e - o mais impressionante - de todas as idades? Para mim, “O pequeno príncipe” é a típica obra que se encaixa no conceito de clássico: as mensagens transmitidas pelo autor francês são universais, próprias da condição humana.

NOTA