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Quem matou meu pai, de Édouard Louis | Resenha

Um manifesto literário e íntimo. Com menos de 100 paginas, Édouard Louis constrói um texto híbrido, que combina críticas sociais à desigualdade e à sociedade opressora em que vivemos, com suas memórias, em especial a sua conturbada relação com seu pai, que não aceitava um filho gay. Se a autoaceitação de uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ já é um processo difícil e dolorido, enfrentar esses medos com a repulsa familiar é uma tarefa muito mais sofrida.

NOTA 9/10

DIVERSOS

Uma história desagradável, de Fiódor Dostoiévski | Resenha

Diferentemente do seus romances mais densos, que se aprofundam nos conflitos e angústias dos personagens, “Uma história desagradável” é uma obra curta e que revela um Dostoiévski mais cômico e menos psicológico. E o que começa com uma premissa bem humorada, acaba levando para um desenvolvimento desagradável - para não dizer caótico.

NOTA 9/10

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NOTA 5/10

É assim que acaba, de Colleen Hoover | Resenha

Depois de vocês votarem, resolvi dar uma chance para o fenômeno Colleen Hoover, que se mantém nas listas de mais vendidos há um tempo que eu nem sei dizer. E por que será que ela vende tanto? Na minha opinião, o principal motivo é sua escrita fácil e que prende o leitor.

Comecei a leitura com baixíssimas expectativas, depois de ter recebido diversas mensagens criticando a obra. Já de início fiquei surpreso como a obra me prendeu. Queria continuar lendo para saber como aquela narrativa comum, de uma paixão por um homem aparentemente perfeito, chegaria a uma relação tóxica e violenta.

E, de fato, ao longo da obra, a autora aborda temáticas delicadas. Isso é interessante, porque leva o enredo para discussões que extrapolam um relacionamento de dar inveja. Por outro lado, fiquei preocupado por dois motivos. Em primeiro lugar, o medo de romancear o tema de relacionamentos abusivos. Em segundo lugar, a idade de seus leitores, que em sua maioria são adolescentes. Será que possuem maturidade suficiente para entender que a autora não estaria defendendo ou tornando aceitável as atitudes do criminoso?

Finalizei a leitura com uma melhor impressão do que imaginava. A obra entretém e te deixa curioso com o desenrolar. Ainda assim, achei a escrita mais que simples: simplória. Diálogos fracos e previsíveis, além de muitos clichês. Não fiquei com vontade de ler mais obras de Colleen, mas fico feliz que ela esteja aproximando jovens dos livros. A minha vontade é de que eles diversifiquem suas leituras e não se restrinjam a uma leitura com um desenvolvimento que deixa a desejar.

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Ideologias, de Gabriela Prioli | Resenha

A rede social se transformou em um palco de acesso livre em que qualquer um - anônimo ou não - pode sair destilando sua opinião como especialista nas mais diferentes áreas. O problema que estamos esquecendo é que o simples fato de ter acesso a uma rede social não te torna especialista. Por conta disso, as plataformas viraram grandes fontes de desinformação e - pior que isso - de fake news. Ninguém mais tem paciência para pesquisar, se aprofundar nos temas, antes de discutir. Os debates viraram mais rasos e, quando o assunto envolve política, tudo se resume a ser de esquerda ou direita.

NOTA

DIVERSOS

Encruzilhadas, de Jonathan Franzen | Resenha

Em 2010, a revista Time publicou na sua capa uma foto do escritor norte-americano Jonathan Franzen com a seguinte chamada: O grande romancista americano. A popularidade em sua terra natal, no entanto, ainda não conquistou tanto o gosto do leitor brasileiro. Tem quem adora, mas sinto que Frazen ainda é pouco conhecido por aqui.

NOTA 10/10