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Quem matou meu pai, de Édouard Louis | Resenha

Um manifesto literário e íntimo. Com menos de 100 paginas, Édouard Louis constrói um texto híbrido, que combina críticas sociais à desigualdade e à sociedade opressora em que vivemos, com suas memórias, em especial a sua conturbada relação com seu pai, que não aceitava um filho gay. Se a autoaceitação de uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ já é um processo difícil e dolorido, enfrentar esses medos com a repulsa familiar é uma tarefa muito mais sofrida.

NOTA 9/10

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Uma história desagradável, de Fiódor Dostoiévski | Resenha

Diferentemente do seus romances mais densos, que se aprofundam nos conflitos e angústias dos personagens, “Uma história desagradável” é uma obra curta e que revela um Dostoiévski mais cômico e menos psicológico. E o que começa com uma premissa bem humorada, acaba levando para um desenvolvimento desagradável - para não dizer caótico.

NOTA 9/10

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NOTA 10/10

O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas | Resenha

A obra é, sem dúvidas, um dos principais marcos da literatura mundial. Um clássico que com suas quase 2 mil páginas pode assustar alguns leitores. Mas desde já eu te garanto: pode colocar esse livro na lista das próximas leituras. O enredo é muito bem construído e, apesar de ter sido escrito em 1844, a escrita é bem tranquila. Daqueles livros que você vai passando as páginas sem nem perceber.

E por trás de tantas páginas temos intrigas, mortes, prisões, amores, traições…. De tudo um pouco! Mas o tema principal de O Conde de Monte Cristo é a vingança. É, inclusive, umas das principais referências sobre o tema. E de onde surge tamanha vingança?

O personagem principal é Emdond Dantés, um jovem simples, sem muitos recursos, que se apaixona por uma bela jovem, com quem pretende casar. Sua vida, no entanto, é completamente abalada por uma traição. Dantés é vítima de um complô, que o leva para trás das grades de uma prisão isolada. O personagem perde tudo o que tinha, sem ter feito nada que justificasse sua queda.

E é a partir desse cenário tão cruel que Dantés, com a ajuda de um prisioneiro pouco convencional – e com ideias bem criativas -, começa a planejar sua fuga e todo o seu plano de vingança contra os responsáveis por sua situação.

Não quero me alongar no enredo, porque são muitos detalhes, personagens e reviravoltas. E tudo isso acontece em um contexto histórico bem interessante: a narrativa inicia em 1815, quando Napoleão Bonaparte está no poder, e atravessar muitos anos. Assim, além de mergulhar em uma trama completa, o leitor ainda se depara com parte importante da História francesa e da estrutura social daquela época.

Em resumo, é um livro sensacional! Foram três meses de leitura, junto com outras obras, que acabaram fazendo falta depois de terminar as últimas páginas. Indico muito essa edição da @editorazahar, com um excelente tradução, comentários e lindas ilustrações. Ah, e tem uma live salva aqui no meu perfil com um dos tradutores dessa edição.

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Imagina passar quase vinte anos lidando diariamente com conflitos familiares dos mais diversos possíveis? Imagina as histórias, felizes e tristes, que uma pessoa como essa não vai acumulando ao longo desse longo período? É exatamente essa a experiência de Andréa Pachá, que trabalhou como juíza por quase duas décadas em uma vara de família.

NOTA 8,5/10

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Maria Altamira, de Maria José Silveira | Resenha

O livro já começa com uma tragédia: um terremoto no Peru soterra a cidade de Yungay e mata os familiares de Aelí. Sua filha está entre as vítimas fatais. E é a partir de tantas perdas que a autora goiana nos leva por um caminho dolorido, na tentativa de deixar a tristeza para trás. Como se uma tristeza dessa proporção fosse passível de esquecimento.

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