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FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

É sempre a hora da nossa morte amém, de Mariana Carrara | Resenha

Junto com “Se Deus me chamar não vou”, os títulos dos livros de Mariana Carrara são uma experiência por si só. Já no seu conteúdo, a jovem paulistana me surpreendeu com a sua capacidade de escrever assuntos sensíveis sobre nossa condição e que exigem um alto nível de vivência e amadurecimento.

NOTA 9/10

LIVROS, NÃO FICÇÃO

NOTA 9/10

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, – mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS – aliás, viva o SUS!).

É um livro muito interessante e gostoso de ler, apesar das temáticas sensíveis abordadas pela autora. Isso porque, ao invés de focar apenas nos sintomas ou na queixa dos seus pacientes, Julia nos apresenta uma visão muito mais humana do atendido. Enfrentando obstáculos como o tempo curto das consultas e o número grande de pacientes aguardando um atendimento, ela se esforça para conseguir confortar o paciente e enxergar os sintomas de forma conjunta com outras deficiências que contaminam a condição de vida periférica do brasileiro.

E o conjunto dos textos da autora nos mostra como a situação da saúde brasileira é delicada, e como a falta de informação e a necessidade de um diagnóstico rápido acabam dificultando que o paciente receba o tratamento adequado. O que muitas vezes aparenta ser um sintoma simples, pode esconder problemas muito maiores daquele paciente, que se estendem à sua saúde mental e às suas relações sociais. Sem tempo ou interesse para investigar esses outros pontos, maiores as chances de as queixas não serem resolvidas e de aquele paciente retornar em busca de ajuda.

A obra é uma verdadeira denúncia da miséria, do machismo, do racismo, da negligência à saúde mental e da falta de informação. Ao mesmo tempo, é um livro necessário para entendermos o que está por trás do complexo conceito de um bom profissional – e isso não apenas na área de medicina. Leiam!

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