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A fantástica vida breve de Oscar Wao, de Junot Díaz | Resenha

Vencedor do Prêmio Pulitzer de ficção em 2008, a obra do autor domenicano Junot Díaz estava esgotada das prateleiras brasileiras há um tempo e ganhou nova edição da @editorarecord! E que coisa boa foi poder ler esse livro e saber que outros leitores também poderão encontrá-lo facilmente nas livrarias!

NOTA 9,5/10

CLÁSSICOS, FICÇÃO, LIVROS

Um jogador, Fiódor Dostoiévski | Resenha

A literatura russa consegue ser uma caixinha de boas surpresas! “Um jogador” é uma novela de Dostoiévski que já estava na minha lista há um tempo, já que era frequentemente indicada como uma obra que trazia humor junto da habilidade de escrita do autor. E é isso que ele entrega: uma boa história, sem deixar de lado a sua interessante análise sobre o psicológico dos personagens.

NOTA 8,5/10

FICÇÃO, LIVROS

NOTA 8,5/10

A pediatra, de Andréa del Fuego | Resenha

Para quem vê de fora, Cecília é uma mulher bem sucedida e que ama o que faz. Trabalha como pediatra há muitos anos e possui uma boa rede de pacientes. No entanto, o que o novo romance de Andréa del Fuego deixa claro é como podemos nos enganar pelas aparências. O que se passa na cabeça daqueles com quem convivemos? Será que nos surpreenderíamos se acessássemos os pensamentos do outro, mesmo daqueles que achamos serem tão “normais”?

Em “A pediatra”, estamos lado a lado com Cecília, mergulhados em seus pensamentos. E é isso que choca o leitor desde o início do livro, já que a realidade da personagem é muito distinta do que parece ser. Para começar, Cecília é uma pediatra que não é muito afeita a crianças. Isso mesmo! Além disso, não tem uma paixão por seu trabalho e o enxerga como uma tarefa mecânica, de protocolos, em que basta fazer o que aprendeu e terminar logo com suas obrigações.

Contudo, apesar de ter um consultório sempre cheio, Cecília percebe que os obstretas do hospital em que costuma trabalham passam a deixar de indicá-la para os partos. O novo pediatra neonatal preferido parece ser alguém ligado a uma linha mais humanista, em que nem sempre a ciência parece sustentar suas decisões. Ao mesmo tempo, a protagonista vive uma relação amorosa extremamente conturbada, sobretudo quando descobre que a esposa de seu “parceiro” está grávida.

A partir disso, a vida de Cecília vira de ponta cabeça e a sua rotina aparentemente estável começa a despertar um lado compulsivo da personagem. Com uma escrita irônica e ácida, a autora constrói uma protagonista com pensamentos – e atitudes – polêmicas e que podem causar uma forte estranheza do leitor.

Não posso me arriscar a falar mais sem correr o risco de estragar a surpresa que é conhecer melhor Cecília. Mas, será possível sentir compaixão por uma pessoa com atitudes tão imorais? E o pior: será que nos identificamos com a personagem em alguns momentos? Vale muito a leitura!

“Não tinha filhos, como eu, mas queria ter, diferente de mim. Criança nem pensar, acabaria minha naturalidade, me obrigaria a ser outra pessoa.”

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Escolhido como o livro do Chile no Bookster pelo mundo, “Formas de voltar para casa” é um livro de reconstrução da memória, tendo como pano de fundo o governo de Pinochet, no final do século XX. Desde sua infância até os dias atuais, o personagem vai descrevendo passagens de sua vida e da história do Chile com base no que viu e no que lhe contaram.

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Começar o #DesafioBookster2022 com uma leitura tão impactante como essa é com certeza um sinal de quanto a literatura nacional contemporânea pode ser surpreendente!

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