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Em seu mais novo romance, um dos principais nomes da literatura contemporânea nacional aborda temáticas muito atuais, sobretudo a polarização que marca as discussões políticas e sociais do nosso tempo.

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O mundo da escrita: como a literatura transformou a civilização, de Martin Puchner | Resenha

Como bem descrito pela revista britânica “The Bookseller”, o livro de Puchner pode ser considerado como “Sapiens para fanáticos por livros”. Ao longo das quase 500 páginas, o autor, que é professor de Literatura Comparada em Harvard, conseguiu conduzir o leitor por uma linha do tempo sobre a presença da escrita como ferramenta de comunicação.

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Até escolher o livro para a leitura conjunta do #desafiobookster2021, para o gênero de thriller, nunca tinha ouvido falar da autora japonesa Kanae Minato. Para a minha surpresa, a autora decidiu escrever já tarde, tendo “Confissões” sido sua obra de estreia, mas, por que fiquei surpreso com isso? O que me chamou a atenção, sobretudo após a leitura, foi como a autora conseguiu já em seu primeiro livro mexer tanto com o psicológico do leitor, despertando sensações incômodas e questionamentos interessantes.

A sinopse já tem uma premissa fora do comum: a protagonista, uma professora, planeja uma vingança contra crianças, seus próprios alunos. É que após a morte de sua filha de 4 anos, a professora Yuko Moriguchi revela que a filha não morreu por conta de um acidente, mas sim que a morte foi causada por dois de seus alunos. Por isso, sua última aula será a vingança que procura pela perda da filha!

Esse fato já é, por si só, capaz de perturbar a mente do leitor, mas confesso que ao longo da leitura a narrativa vai se desenvolvendo muito mais e fiquei bem impressionado com o número de reviravoltas.

Outro ponto que gostei bastante é que o livro é construído a partir das diferentes vozes dos personagens, ou seja, vamos descobrindo os detalhes da trama a partir de cada uma das perspectivas. Por causa disso, a leitura também desperta uma discussão interessante sobre aquele velho paradigma do bem e do mal, fazendo com que o leitor questione os possíveis motivos que estão por trás de atos repugnantes.

Por outro lado, essas múltiplas vozes também fizeram com que a leitura ficasse repetida em alguns momentos, mas nada que pudesse comprometer o ritmo construído pela autora. Também vale mencionar que em algumas passagens Minato trata da questão do vírus HIV de uma forma sensacionalista e sem a seriedade que merece (não sei se foi proposital ou não, mas pode gerar discussão).

Para quem gosta de thrillers ou para quem, assim como eu, não está acostumado com esse tipo de leitura, recomendo bastante “Confissões”: uma leitura rápida, inteligente e incômoda!

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