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Quem matou meu pai, de Édouard Louis | Resenha

Um manifesto literário e íntimo. Com menos de 100 paginas, Édouard Louis constrói um texto híbrido, que combina críticas sociais à desigualdade e à sociedade opressora em que vivemos, com suas memórias, em especial a sua conturbada relação com seu pai, que não aceitava um filho gay. Se a autoaceitação de uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ já é um processo difícil e dolorido, enfrentar esses medos com a repulsa familiar é uma tarefa muito mais sofrida.

NOTA 9/10

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Uma história desagradável, de Fiódor Dostoiévski | Resenha

Diferentemente do seus romances mais densos, que se aprofundam nos conflitos e angústias dos personagens, “Uma história desagradável” é uma obra curta e que revela um Dostoiévski mais cômico e menos psicológico. E o que começa com uma premissa bem humorada, acaba levando para um desenvolvimento desagradável - para não dizer caótico.

NOTA 9/10

LIVROS, NÃO FICÇÃO

NOTA 9/10

Verificado “Nascido do crime”, de Trevor Noah | Resenha

Trevor Noah nasceu em uma África do Sul ainda marcada pelo apartheid. Um período triste e cruel da história do país, que se valeu das próprias diferenças de etnias que o país abarca para colocar a população negra em conflito e, assim, facilitar o domínio dos brancos. E é nesse cenário que o autor, um comediante muito aplaudido, inicia a sua autobiografia.⁣

A vida de Trevor é marcada por uma sensação de falta de pertencimento. Ainda criança, o garoto passou a sentir dificuldade de se encaixar nas rodas dos brancos ou dos negros. Isso porque, como o próprio título do livro indica, Trevor nasceu de um relacionamento proibido na época: um pai branco e uma mãe negra. Por conta disso, o garoto pertencia a uma “terceira classe”, dos mestiços (também chamados de “coloured”), que ficavam no meio termo em relação às restrições vividas pelos negros e os privilégios que recaiam sobre a minoria branca. É uma perspectiva que, até a leitura do livro, eu não havia conhecido…⁣

Além disso, o seu relato é muito marcado pela figura materna. Vivendo sob as normas da religião católica, a mãe de Trevor criou o filho de forma dura, mas sempre com a mentalidade de não se submeter aos absurdos do regime discriminatório e violento do apartheid. A figura da mãe é, realmente, inspiradora. ⁣

Apesar desse cenário triste que assolava o país, Trevor utiliza o seu dom com o humor para criar uma narrativa que, entre tantas reflexões, varia entre o cômico e o impactante. Aprendi muito sobre a história do país. Se você tem interesse pelo tema ou gosta de ler biografias inspiradoras, recomendo muito a leitura!

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NOTA

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Talvez você deva conversar com alguém, de Lori Gottlieb | Resenha

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