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A psicoterapeuta norte-americana conseguiu criar um fenômeno de vendas ao trazer para o leitor a sua experiência real com conflitos e angústias universais do ser humano, tanto do ponto de vista do psicoterapeuta, como daquele que senta do outro lado do divã, o paciente. Como a própria autora confessa, “de todas as minhas credenciais como terapeuta, a mais significativa é eu ser membro de carteirinha da raça humana”.

Talvez, uma das características que mais conseguem aproximar o leitor da narrativa é a humanidade no relato de Lori. A autora nos conta a história de quatro pacientes, com diferentes questões que os afligem, e a sua própria experiência diante de cenários de vulnerabilidade e desamparo. Ao longo da leitura, me identifiquei com diversas passagens e questionamentos abordados pela autora e, sem qualquer dúvida, acho difícil algum leitor passar imune a essa identificação.

É legal dizer que, apesar de eu fazer análise há algum tempo, sei que o trabalho de Lori também pode ajudar muito a desmistificar velhas ideias sobre a terapia, que, ainda hoje, é vista como um tabu por muitas pessoas. Esse livro pode ser um bom início de um processo de autoconhecimento, em que a autora não busca trazer respostas para nossos problemas, mas sim despertar a nossa reflexão sobre as situações que vivemos. Como eu sempre falo, enxergar diferentes problemáticas a partir da perspectiva do outro passa, necessariamente, por uma autoanálise – ainda que não proposital.

A escrita também é muito convidativa, com referências acessíveis a teorias e a grandes nomes da Psicologia, permitindo uma leitura agradável, mas que não dá a sensação de ser uma abordagem superficial. Para o que a obra propõe, a minha experiência merece nota máxima.

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NOTA 9/10