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FICÇÃO, LIVROS

Pão de açúcar, de Afonso Reis Cabral | Resenha

Com apenas 30 anos, o escritor português venceu o Prêmio Saramago com este livro que, de forma gradual, insere o leitor no cenário de um crime chocante e muito dolorido. O fato histórico sobre o qual o romance é construído é verídico: em 2006, Gisberta, uma transexual brasileira, foi torturada e morta por jovens, na cidade de Porto, em Portugal.

NOTA 8,5/10

FICÇÃO, LIVROS

Torto Arado, de Itamar Vieira Junior | Resenha

Não tenho dúvidas de que 2020 foi o ano do “Torto arado”. Vencedor de dois prêmios literários de extrema relevância (Prêmio Jabuti e Oceanos), o livro de Itamar também conquistou o gosto do público leitor. E com tanta crítica positiva sobre o livro, fica até difícil fazer comentários, seja pelo risco de ser repetitivo, seja pelo medo de fazer algum comentário que possa ir contra a opinião do público.

NOTA 10/10

FICÇÃO

NOTA 9,5/10

O quarto de Giovanni, de James Baldwin | Resenha

Ambientado em uma Paris boêmia da década de 50, o segundo romance de James Baldwin gira em torno da conflituosa relação entre David, um jovem norte-americano que tem uma namorada vivendo na Espanha, e Giovanni, um italiano que trabalha como garçom em um bar parisiense. ⁣

Se para Giovanni a sua orientação sexual é um ponto bem resolvido, David vive uma intensa experiência homossexual de forma angustiada e repleta de culpa. É uma constante batalha entre os seus próprios sentimentos e a necessidade de continuar levando a vida que tinha antes, ao lado da namorada Hella. ⁣

E o mais interessante do livro é como o autor consegue se aprofundar no psicológico do personagem principal, revelando esse sofrimento de alguém que não consegue se aceitar e como esse conflito pessoal acaba reverberando nas relações à sua volta. São as consequências do medo de amar livremente.⁣

Isso desperta diferentes emoções no leitor em relação a David, que vão desde uma certa raiva pelo seu constante egoísmo até uma compaixão pela intensidade de seus conflitos internos. São muitas emoções reprimidas que encontram no pequeno e simples quarto de Giovanni a possibilidade de serem colocadas para fora.⁣

Na época de sua publicação, em 1956, Baldwin foi criticado por ter deixado de escrever sobre a temática do racismo e passado a retratar uma relação homoafetiva entre dois personagens brancos. Em sua defesa, o autor explicou que a homossexualidade e o racismo eram temas tão espinhosos para aquela época que abordar os dois em um mesmo livro seria um grande obstáculo. Isso, com certeza, revela a coragem de Baldwin em publicar um romance tão profundo sobre a relação conturbada entre David e Giovanni.⁣

Nas 232 páginas lidas, a escrita é fluida e sensível, conseguindo atingir no leitor o forte impacto dos sentimentos vividos pelos personagens. Na verdade, pela profundidade da obra, o que a gente sente falta na obra é a existência de mais páginas para acompanhar esses tão bem desenvolvidos personagens…

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NÃO FICÇÃO

Verificado “Pequeno manual antirracista”, de Djamila Ribeiro | Leitura necessária

Em um momento em que a discussão sobre discriminação racial está em destaque, a leitura desse pequeno livro de Djamila, uma importantíssima ativista e filósofa contemporânea nacional, permanece tão necessário. Se você tem dúvidas sobre o tema ou se ainda não sabe como pode agir de forma antirracista - ou contra qualquer tipo de discriminação - essa é uma obra que você precisa ler. Do meu ou do seu lugar de privilégio, o desconhecimento não pode ser usado como justificativa para atitudes discriminatórias. ⁣

NOTA

FICÇÃO

Quando Nietzsche chorou, de Irvin D. Yalom | Resenha

Que leitura gostosa e interessante! Confesso que o título até me causou um certo receio, já que eu conhecia muito pouco sobre o trabalho e vida de Friedrich Nietzsche. No entanto, você não precisa ter um conhecimento prévio para aproveitar essa leitura. Na verdade, você vai aprendendo sobre o trabalho do filosofo, e dos demais notórios personagens históricos mencionados no livro, ao longo de uma leitura instigante.

NOTA 9/10