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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

DIVERSOS

NOTA 8,5/10

A vida invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha – Resenha

A obra da autora brasileira Martha Batalha originou o filme “A vida invisível”, escolhido recentemente para disputar uma vaga pelo Brasil na categoria de filme internacional do Oscar de 2020. Como uma adaptação para as telas dificilmente supera o livro, resolvi adiantar a obra na minha lista de leituras. Quando mostrei para vocês que ia começar a ler esse livro, recebi muitas mensagens positivas e, com isso, a expectativa subiu. Mas, como vocês sabem, começar um livro com altas expectativas pode ser bem arriscado… Nesse caso, confesso até que o início da leitura não me prendeu tanto, impressão essa que mudou radicalmente no decorrer das páginas.
A narrativa é construída ao redor de Eurídice e Guida, irmãs nascidas no Rio de Janeiro da década de 20.

Durante a juventude das duas, Guida deixa a casa dos pais sem dar qualquer explicação. A vida de Eurídice, no entanto, segue um rumo mais ordinário e típico de uma “esposa exemplar” da classe média do início do séc. XX. O contraste entre uma vida aparentemente confortável e sem defeitos, mas que traz consigo um misto de melancolia e solidão, começa a ganhar força na leitura. E foi nessa parte que, na minha opinião, a leitura começou a ficar mais interessante. A autora consegue retratar o papel da mulher daquela época de uma forma mais profunda, revelando a invisibilidade que se irradia pela vida de cada uma dessas mulheres. A história do que poderia ter sido, mas nunca foi. Os desejos e sonhos de Eurídice não são importantes, sonhar não é para as mulheres. É uma crítica social – e feita de forma sutil – que nos faz pensar como esse tipo de comportamento e visão sobre o papel feminino ainda se reproduz.

Em seu primeiro romance, Martha Batalha conseguiu construir um história deliciosa e que ainda nos desperta uma necessária reflexão, confirmando a qualidade da literatura nacional contemporânea.

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“Não foi bem assim – verdades e cicatrizes de um julgamento”, de Francisco Almeida Prado | Resenha

Apesar de ter sido publicado em 2016, quando li a sinopse do livro achei que estava diante de um lançamento. É que, independentemente de posição política e sem fazer qualquer juízo de valor, o autor criou uma narrativa muito atual...

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