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A escrita é bem cativante e fluida, mesmo que a narrativa não siga uma forma linear. Gostei da forma como o autor alterna entre o narrador em 1ª e 3ª pessoa, aproximando mais o leitor dos personagens. No começo pode até ficar um pouco confuso, mas eu logo me acostumei com esse estilo de Fernando Aramburu.
Além de nos ensinar sobre os conflitos no País Basco, sendo que o próprio autor nasceu nessa região, “Pátria” é uma obra que nos faz refletir sobre um tema extremamente atual: o fanatismo irracional por um pensamento ou posição política. É o abrir mão de valores, de relações e do próprio senso crítico por ideias coletivas e inquestionáveis. No meio de tantos personagens, a história de Arantxa, filha de Miren, foi a que mais me fascinou, pois foge dessa visão extremista e polarizada em que o povo do País Basco vivia.

Senti, no entanto, que o autor se estendeu em algumas passagens que pouco contribuíram para o desenvolvimento da narrativa. Fora isso, o livro é realmente excelente e muito recomendado!
Livro recebido pelo #intrínsecos, clube do livro da @intrinseca e estará em breve nas lojas!

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