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Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

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O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

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NOTA 8,5/10

A queda, de Albert Camus | Resenha

Camus é autor de um dos meus livros preferidos: “O estrangeiro”. Apesar disso, ainda não havia lido nenhum outro livro seu – talvez pelo medo de ficar decepcionado por já ter lido o melhor! Mas para resolver isso, coloquei “A queda” na lista dos 10 livros que com certeza leria em 2019… E já foi logo o primeiro a ser lido!
Em “A queda”, Camus vai abordar aspectos da condição humana a partir de uma perspectiva individual, de autocrítica. A obra é construída na forma de um monólogo, em que o narrador, um advogado francês, passa a fazer uma análise da condição humana e da própria existência, tendo inclusive se autodenominado “juiz penitente”. Ele é um profissional bem-sucedido, mas que vê a sua vida mudar depois de testemunhar uma mulher se jogando no rio Sena, sem ter feito nada para tentar salvá-la. O enredo é bem simples e boa parte da leitura envolve os conflitos internos do personagem, tornando bem difícil a tarefa de fazer uma resenha sobre o livro.
Logo no início da obra, o narrador conhece um indivíduo em um bar em Amsterdam e inicia um diálogo. Contudo, em nenhum momento temos contato com as falas do interlocutor. Escutamos apenas as falas e pensamentos do “juiz penitente”, que acusa, ao mesmo tempo que confessa. Julga a natureza do ser humano, mas acaba denunciando a si próprio. E o desenrolar da obra segue com os diálogos entre os dois personagens em diferentes locais e momentos.
Camus, que além de escritor era filósofo, fez de “A queda” uma obra densa e extremamente reflexiva. O leitor se depara constantemente com os pensamentos sarcásticos e amargurados do narrador. É uma forte carga psicológica, que me fez lembrar bastante de alguns romances de Dostoiévski.
Não recomendaria como uma obra para conhecer seu trabalho, mas é um excelente livro e que confirma a genialidade de Camus! O próximo que pretendo ler do autor é “A peste”… e você, já leu algum livro de Camus?

Trecho:  “Quando deixava um cego sobre a calçada onde eu o tinha ajudado a aterrisar, saudava-o. Evidentemente, esse cumprimento não lhe era destinado, ele não o podia ver. A quem, pois, se dirigia? Ao público.”

Editora: Record

Ano de publicação: 2018

Número de páginas:  160

Link de compra: https://amzn.to/2MLFdy9

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A civilização do espetáculo, de Mario Vargas Llosa | | Resenha

Gosto bastante da escrita de Llosa (com destaque para “A festa do bode” e “Travessuras da menina má”), mas ainda não havia tido contato com algum trabalho de não ficção. 

NOTA 8,5/10

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Fevereiro – Guerras e Violência
Livro escolhido: “Terra sonâmbula", de Mia Couto

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