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DIVERSOS

Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

DIVERSOS

O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

LIVROS

NOTA 7,5/10

The Underground Railroad – Os caminhos para a liberdade, Colson Whitehead | Resenha

Depois de ter sido vencedora do Pulitzer Prize e elogiada por Barack Obama, a obra de Whitehead disparou na lista dos mais vendidos. Aqui no Brasil, o livro dividiu opiniões, inclusive com críticas à edição e à tradução para o português (o que não posso opinar, pois decidi ler no original). Então, apesar de ter me interessado pela premissa da obra, comecei a ler sem saber muito o que encontraria.
O autor criou sua narrativa sobre as famosas rotas clandestinas – “underground railroads” – utilizadas para fuga pelos escravos africanos nos EUA do século XIX. O funcionamento dessas rotas contava com abrigos secretos e a importante ajuda dos abolicionistas que trabalhavam colocando suas vidas em risco para conseguir levar os escravos aos estados livres do norte ou Canadá. E um dos pontos mais interessantes da obra é que Whitehead construiu essa história em um cenário onde essas rotas eram de fato ferrovias subterrâneas, significado literal da tradução do termo “underground railroads”.

E nesse cenário o leitor acompanha a trajetória de Cora, uma jovem escrava que trabalha em uma plantação de algodão e que foi abandonada pela mãe, quando ainda era uma crianca. A vida de Cora muda quando conhece Caesar, um escavo recém chegado na propriedade em que trabalhava, que lhe apresenta uma forma de conseguir escapar dessa vida de sofrimentos: as ferrovias subterrâneas. A partir daí, os caminhos de Cora pela liberdade são repletos de perdas, dificuldades e descobertas sobre a dimensão da escravidão no país.

Eu gostei do livro! A escrita de Whitehead é simples, com vários diálogos, mas com passagens bem fortes envolvendo a condição de vida dos escravos naquela época, despertando reflexões no leitor. Por outro lado, senti falta de um maior envolvimento com os personagens e, em alguns momentos, tive a impressão de que o autor poderia ter se aprofundado mais. Mas, de resto, recomendo a leitura!

Editora: HarperCollins

Ano de publicação da obra:

Número de páginas: 320

Trecho da obra:  “Master said the only thing more dangerous than a nigger with a gun,” he told them, “was a nigger with a book.”

 

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Escolha da vez

Quem me acompanha aqui há algum tempo sabe que eu costumo escolher as minhas leituras com base em 4 categorias, que podem ser assim resumidas: (1) clássico; (2) livro curto (até 200 páginas); (3) autor contemporâneo / ficção científica; e (4)livro de não-ficção / de contos / poemas. .

NOTA

LIVROS

A metamorfose, Franz Kafka | Resenha

Fazia tempo que um livro não conseguia me impactar tanto. Kafka consegue, aos poucos, despertar sentimentos no leitor. Não é um parágrafo ou um capítulo que são mais fortes. O efeito das palavras de Kafka é diluído e, quando percebi, a história de Gregor já estava me incomodando.

NOTA 09/10