Veja também

DIVERSOS

Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

DIVERSOS

O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

CLÁSSICOS, FICÇÃO

NOTA 7,5/10

Olhai os lírios do campo, Érico Veríssimo

Essa foi a obra que colocou Veríssimo em uma categoria de destaque na literatura nacional. De fato, o autor escreve muito bem e consegue, de uma forma sensível, cativa o leitor e envolvê-lo com os personagens. No entanto, confesso que essa não foi uma leitura que amei. É engraçado que ao escrever um prefácio a essa própria obra, 28 anos depois de sua publicação, o autor foi claro ao afirmar que “não tenho muita estima por este romance. Acho-o hoje um tanto falso e exageradamente sentimental”. E a verdade é que concordo um pouco com a opinião de Veríssimo sobre o próprio livro. A história tem como pano de fundo o romance entre Eugênio e Olívia e um conflito interno de Eugênio contra a sensação de inferioridade pela posição social em que nasceu.

Assim, Eugênio, um estudante de medicina, de origem humilde, decide se casar com uma jovem rica e ingressar na alta sociedade. E é justamente isso que vai ser abordado na primeira parte do livro: a trajetória de vida de Eugênio, desde sua formação como médico, sua origem familiar simples e suas angústias com as escolhas que precisa tomar. Vale a pena sacrificar os próprios valores pelo dinheiro e pelo sucesso? Será que esse novo status social é suficiente para suprir essa sensação de inferioridade?

Já a segunda parte me decepcionou um pouco e se distancia muito do que tinha lido até então. Ela é conduzida a partir das cartas deixadas por Olívia que, por sinal, é uma das personagens mais interessantes da obra. Só que nessa parte a leitura ficou bem mais arrastada e carregada de um sentimentalismo forçado a que o autor se refere em sua crítica ao próprio livro… As reflexões trazidas na primeira parte não são mais trazidas por Veríssimo, que passa a escrever uma simples “história de amor”.

De qualquer forma, gostei muito da leitura e sinto que foi uma porta de entrada para o trabalho de Veríssimo, me deixando animado para conhecer outras obras do autor.

“Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.”

 

Se você gostou, compre o livro clicando no link e ajude a página a se manter: https://amzn.to/2IUqLUW

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado.

Campos obrigatórios são marcados*.

Nome*:

Email*:

Comentário*

Veja também

DIVERSOS

Intermitências da morte, José Saramago

"No dia seguinte ninguém morreu”. Essa é a frase de abertura do livro, que tem como personagem principal a morte (com letra minúscula, registre-se!). Cansada de ser vista como algo (ou alguém) indesejado por nós, seres humanos, a morte de um determinado país – sim, porque existem várias mortes - decide interromper suas atividades para deixar clara a importância que recai sobre sua função...

NOTA 9,5/10

DIVERSOS

#DesafioBookster2018 – Maio

O livro escolhido para o mês de maio é um clássico que já está há um tempo na minha prateleira, mas sempre deixava para “uma próxima" - apesar de sempre ler boas recomendações...

NOTA