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Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

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O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

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NOTA 5/10

Drácula, de Bram Stoker | Resenha

A expectativa pode ser um grande problema quando o assunto é leitura. “Frankenstein” é um dos meus livros favoritos da vida e, por enquadrar na lista de clássicos de terror mais famosos ao lado de “Drácula”, já achei que também seria muito impactado pela famosa história do Conde vampiro. Mas não foi bem assim e, para minha infeliz surpresa, quase desisti da leitura.

É inegável a importância de “Drácula” para a literatura de terror e o universo de vampiros. Publicada em 1897, pelo autor irlandês Bram Stroker, a obra é considerada a definidora do que conhecemos hoje por vampiro. Não foi o autor que inventou essa figura, mas foi “Drácula” que acabou estabelecendo muitas das características que vemos nas diferentes adaptações aos cinemas e no universo pop: o medo por crucifixos e alho, o costume de sugar o sangue das pessoas, a falta de reflexo no espelho…

A história do Conde Drácula não é contada como um romance comum, com capítulos que vão narrando o conflito entre o homem morcego e o ser humano. Bram Stoker escreveu um romance epistolar, utilizando cartas, recortes de jornais e diários dos personagens que compõem a obra. Isso, por si só, não seria um problema para mim. No entanto, apesar de ter devorado as 100 primeiras páginas, comecei a me incomodar com
o ritmo lento dos acontecimentos.

Os capítulos iam terminando, mas sentia que o enredo não evoluía. Pior que isso: não consegui me apegar aos personagens. Tive dificuldade em diferenciar a construção de cada um deles. Ainda que eu lesse uma carta ou um diário de Mina Harker ou do Dr. Van Helsing, eu não conseguia encontrar muitas características que definissem um ou outro.

Confesso que o que me prendeu até a última página foi o universo dos vampiros e a vontade de saber como seria a construção do final pelo autor (que acabou me decepcionando, pela velocidade que o ocorreu). Ou seja, para mim “Drácula” não foi um livro que marcou, muito embora eu reconheça a sua importância para a literatura de terror.

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Monique se liberta, de Édouard Louis | Resenha

O jovem autor francês, de 32 anos anos, causou uma comoção em sua vinda ao Brasil no final do ano passado. Assisti a sua participação na FLIP e foi, sem dúvidas, umas das mesas mais impactantes que já presenciei. Já tendo lido dois de seus livros, foi muito marcante poder vê-lo pessoalmente falar dos temas que marcam suas obras: relações familiares, estrutura social e sexualidade. Para finalizar seu encontro com os leitores brasileiros, ainda tive o privilégio de participar da bancada do Roda Viva e fazer algumas perguntas ao fenômeno literário (você pode assistir à entrevista completa no canal do YouTube do programa).

NOTA 9/10

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A vegetariana, de Han Kang | Resenha

Perturbador. Se me pedissem para descrever o fenômenos sul-coreano, que vendeu milhões de exemplares pelo mundo, em apenas uma palavra, não teria dúvidas na resposta. E se para muito leitores o livro foi longe demais, causando um incômodo que prejudicou a experiência, para mim “A Vegetariana” foi uma leitura excelente.

NOTA 10/10