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Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

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O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

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NOTA 9/10

Literatura infantil: Cartas ao filho, de Alejandro Zambra | Resenha

Literatura infantil: Cartas ao filho, de Alejandro Zambra

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“Com você no colo, vejo pela primeira vez, na parede, a sombra que formamos juntos. Você tem vinte minutos de vida”. É com emocionante a experiência do primeiro contato de pai e filho que o leitor inicia o texto de “Literatura infantil”. E não se deixe enganar pelo título, já que a obra não é voltada para crianças, mas sim um convite para que os adultos mergulhem como espectadores na experiência inédita da paternidade.

Se vários são os livros escritos para os pais, seja em homenagens ou até em um acerto de contas, o autor chileno decidiu inovar e escrever “cartas ao filho”. “Narrar o mundo de que uma criança se esquecerá – tornamo-nos correspondentes de nosso filhos – é um desafio enorme”. E para o leitor, essa aventura é acolhedora e chega a esquentar o coração. Ao longo dos dias que sucedem o nascimento, acompanhamos as vivências e as descobertas de Zambra ao se encontrar na figura de pai pela primeira vez. É o aprendizado dessa “tarefa” que nasce sem manual de instruções, mas que vem junto com medos, descobertas, muita alegria e também frustrações.

Superada essa primeira parte, a obra nos revela os mais diferentes gêneros de textos, em que a paternidade é o tema que os une. Contos, crônicas, ensaios e mais relatos pessoais. E na escrita autobiográfica, o ponto alto do livro para mim, também encontramos a relação do Zambra como filho e a presença da literatura em toda a sua vida. Mesmo não sendo pai, a identificação com diferentes trechos da leitura foi inevitável.

Misturando um diário de paternidade com textos de ficção, o autor se vale de uma escrita fácil e simples, o que é, inclusive, uma característica das suas obras, mas sem nunca deixar a sensibilidade de lado.

“Literatura infantil” é uma leitura aconchegante, leve e, sobretudo, uma declaração de amor aos filhos.

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Deus na escuridão, de Valter Hugo Mãe | Resenha

“Deus é exatamente como as mães. Liberta Seus filhos e haverá de buscá-los eternamente. Passará todo o tempo de coração pequeno à espera, espiando todos os sinais que Lhe anunciem a presença, o regresso dos filhos”. Esse trecho belíssimo é o início do capítulo que leva o nome do livro e que, para mim, é um dos textos mais sensíveis que li nos últimos anos. Na verdade, beleza e sensibilidade são características que você encontra em todas as obras do autor português.

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FUP, de Jim Dodge  | Resenha

“Fup” é um livro nada convencional, daqueles que tem uma história que fica até difícil de explicar para outros leitores. Como um senhor, uma criança e uma pata de estimação – sim, você leu direito - podem, em pouco mais de 120 páginas, construir uma narrativa gostosa e, ao mesmo tempo, inteligente? Talvez seja essa peculiaridade que faz de “Fup” um queridinho de muitos, desde a sua publicação, em 1983.

NOTA 9/10