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Angústia, de Graciliano Ramos | Resenha

Graciliano tem uma habilidade admirável de criar personagens com densidade psicológica, quase como se pudessem sair andando pelas páginas. Em “Angústia”, talvez o autor tenha conseguido criar o mais real deles, Luís Pereira da Silva, e isso justifica o título da obra, já que o leitor realmente compartilha esse sentimento atormentador com o protagonista.

NOTA 9/10

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Amanhã tardará, de Pedro Jucá | Resenha

Em seu romance de estreia, o jovem autor brasileiro nos apresenta uma história forte sobre traumas, relações familiares e sexualidade. E tudo isso a partir de um retorno, da busca às origens: Marcelo, o protagonista, volta a sua cidade natal por conta da doença que acomete seu pai e se depara com resquícios - extremamente doloridos - de um passado conturbado.

NOTA 8,5/10

DIVERSOS

NOTA 9/10

Quem matou meu pai, de Édouard Louis | Resenha

Um manifesto literário e íntimo. Com menos de 100 paginas, Édouard Louis constrói um texto híbrido, que combina críticas sociais à desigualdade e à sociedade opressora em que vivemos, com suas memórias, em especial a sua conturbada relação com seu pai, que não aceitava um filho gay. Se a autoaceitação de uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ já é um processo difícil e dolorido, enfrentar esses medos com a repulsa familiar é uma tarefa muito mais sofrida.

E a obra de Édouard Louis comprovam como essas vivências deixaram marcas, que acabam sendo denunciadas em suas narrativas. Eu já tinha lido “O fim de Eddy”, um romance autobiográfico, e terminei aquela leitura extremamente reflexivo e com revisitando minhas próprias dores.

O jovem autor francês é detentor de uma escrita potente e que gera identificações no leitor, não só pela questão da sexualidade, mas também pelos conflitos familiares e seus ideais. “Quem matou meu pai” se aprofunda no resgate daqueles que nos criaram, até como uma tentativa de melhor compreendê-los. O que leva um pai a privar um filho de afeto e, pior, a inundar uma criança e um adolescente de tanta violência?

O livro também mergulho em aspectos sociais e políticos muito atuais e que também dialogam com a nossa realidade. Apesar de curta, é uma abordagem crua sobre os privilégios, as injustiças e as discriminações. Recomendo muito!

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Uma história desagradável, de Fiódor Dostoiévski | Resenha

Diferentemente do seus romances mais densos, que se aprofundam nos conflitos e angústias dos personagens, “Uma história desagradável” é uma obra curta e que revela um Dostoiévski mais cômico e menos psicológico. E o que começa com uma premissa bem humorada, acaba levando para um desenvolvimento desagradável - para não dizer caótico.

NOTA 9/10

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Último olhar, de Miguel Sousa Tavares | Resenha

Quando você é apaixonado por um livro e decide começar uma nova leitura do mesmo autor, é difícil não chegar com expectativas altas. O autor português Miguel Sousa Tavares criou “Equador”, um romance histórico maravilhoso e que foi um dos responsáveis por despertar meu amor pela literatura. Desde então, também li “Rio das flores” e adorei.

NOTA Nota 6/10