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Quem matou meu pai, de Édouard Louis | Resenha

Um manifesto literário e íntimo. Com menos de 100 paginas, Édouard Louis constrói um texto híbrido, que combina críticas sociais à desigualdade e à sociedade opressora em que vivemos, com suas memórias, em especial a sua conturbada relação com seu pai, que não aceitava um filho gay. Se a autoaceitação de uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ já é um processo difícil e dolorido, enfrentar esses medos com a repulsa familiar é uma tarefa muito mais sofrida.

NOTA 9/10

DIVERSOS

Uma história desagradável, de Fiódor Dostoiévski | Resenha

Diferentemente do seus romances mais densos, que se aprofundam nos conflitos e angústias dos personagens, “Uma história desagradável” é uma obra curta e que revela um Dostoiévski mais cômico e menos psicológico. E o que começa com uma premissa bem humorada, acaba levando para um desenvolvimento desagradável - para não dizer caótico.

NOTA 9/10

DIVERSOS

NOTA 10/10

A mercadoria mais preciosa, de Jean-Claude Grumberg | Resenha

Uma leitura que pode facilmente ser feita em um único dia, mas que fica muito tempo nos seus pensamentos. Essa pequena obra, construída quase como se fosse uma fábula, encanta pela sensibilidade e incomoda pela tristeza dos acontecimentos descritos.

É na simplicidade da narrativa e de seus personagens que o autor conquista ao descrever a brutalidade do nazismo e dos campos de concentração. O autor francês, conhecido pelo seu trabalho como dramaturgo, nos traz um acontecimento histórico que foi por ele vivido. Quando ainda criança, viu seu pai ser levado para um campo de concentração, do qual nunca voltou. Essa relação pessoal que o Grumberg tem com o fato histórico com certeza trouxe mais sensibilidade na hora de escrever o texto.

Um casal de lenhadores, muito humildes e pobres, tentam sobreviver ao frio inverno em que a escassez de comida é uma preocupação constante. Ao leitor pouco é apresentado sobre o casal além do sofrimento diário. Mas suas rotinas imutáveis acabam se transformando quando um trem que atravessa seus caminhos lhes fornece uma surpresa.

Não posso contar mais sobre o enredo, porque a descoberta de cada passo desse caminho literário que o autor constrói para nós é uma experiência marcante. Recomendo você começar a leitura sem procurar mais saber sobre o que encontrará.

Um livro sobre escolhas dilacerantes e sobre o amor como laço que une o desconhecido. Com essa curta resenha, deixo a minha forte recomendação que, sendo bem clichê, não leva tem joia só no nome, mas também em suas páginas.

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O parque das irmãs magníficas, de Camila Sosa Villada | Resenha

Já antecipo para vocês que esse livro de apenas 200 páginas conseguiu me emocionar e despertar tanta compaixão pelas personagens que, sem dúvidas, foi uma das melhores leituras de 2022.

NOTA 10/10

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Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso | Resenha

Publicado em 2020, “Suíte Tóquio” é um livro que retrata contrastes extremamente atuais, com os quais nos deparamos diariamente. De um lado, temos Fernanda, mãe de uma menina e uma profissional bem sucedida – embora sobrecarregada. De outro, temos a realidade de Maju, que trabalha na casa de Fernanda como babá da sua filha, Cora. No dia a dia, Fernanda relega os cuidados da filha para Maju, que não só desenvolve uma forte relação de afeto com a menina, mas que também sonha em ser mãe.

NOTA 7,5/10