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LIVROS, NÃO FICÇÃO

Pacientes que curam, de Julia Rocha | Resenha

Adoro livros que envolvem o universo médico e, por conta disso, já havia recebido várias indicações do livro da Julia Rocha, - mulher, negra, mãe, cantora e que, além de tudo isso, também é médica da família. Em textos curtos, a autora compartilha com os leitores a sua vivência como médica do Sistema Único de Saúde (SUS - aliás, viva o SUS!).

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

Violeta, de Isabel Allende | Resenha

Já imaginou ler a história de alguém que nasceu em meio a gripe espanhola, na década de 20, e viveu para testemunhar o mundo paralisado pela pandemia em pleno 2020? Bom, é justamente essa linha de tempo contemplada por “Violeta” que, ainda por cima, conta com a escrita fantasiosa de Allende.

NOTA 9/10

LIVROS

NOTA 9/10

Por dois mil anos, Mihail Sebastian

Recebi esse livro da @amarilyseditora e foi uma daquelas leituras que comecei totalmente no escuro. Nunca tinha ouvido falar desse livro, nem do autor. Também não tinha lido nenhum comentário a respeito da obra. Li a sinopse e fiquei bem interessado: logo na capa, a narrativa é resumida em “um estudante judeu na Romênia antissemita dos anos 1930”. Muito embora as minhas leituras recentes vêm sendo escolhidas após um certo filtro de recomendações, resolvi arriscar nesse caso. Confiei na escolha da editora e gostei muito do que encontrei. No entanto, diferente do que pode parecer, não se trata de uma história sobre o sofrimento de um jovem judeu, como muitas obras que tratam da crueldade no período nazista. Na verdade, Mihail Sebastian dá um passo para trás e apresenta um relato sobre a época entreguerras, na qual os sentimentos antissemitas ainda estavam se fortalecendo e que, anos depois, acarretariam na morte de mais de um terço dos judeus romenos. O livro traz a história de um jovem que, ao longo dos anos, tem contato com diversas posições ideológicas, mas que sofre com a dificuldade de se encaixar em alguma delas. Escrito em forma de diário, o autor conseguiu criar um verdadeiro panorama da sociedade romena no período entreguerras, sempre com base nas passagens da vida desse jovem. O nome do protagonista não é mencionado em qualquer momento, o que fortaleceria a ideia de que a obra tenha um cunho autobiográfico. O autor, que também era judeu, conseguiu sobreviver ao massacre nazista, tendo publicado suas recordações em um diário (ainda sem tradução para o português). Gostei bastante da leitura, a escrita é bem fluida e agradável, com tradução direto do romeno.
explicação.

 

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Os despossuídos, Ursula K. Le Guin

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No início, o leitor pode sentir certa dificuldade e estranhar o estilo de escrita de Valter Hugo Mãe, marcado pela ausência de letras maiúsculas, travessões e por uma pontuação fora do comum.

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