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DIVERSOS

Angústia, de Graciliano Ramos | Resenha

Graciliano tem uma habilidade admirável de criar personagens com densidade psicológica, quase como se pudessem sair andando pelas páginas. Em “Angústia”, talvez o autor tenha conseguido criar o mais real deles, Luís Pereira da Silva, e isso justifica o título da obra, já que o leitor realmente compartilha esse sentimento atormentador com o protagonista.

NOTA 9/10

DIVERSOS

Amanhã tardará, de Pedro Jucá | Resenha

Em seu romance de estreia, o jovem autor brasileiro nos apresenta uma história forte sobre traumas, relações familiares e sexualidade. E tudo isso a partir de um retorno, da busca às origens: Marcelo, o protagonista, volta a sua cidade natal por conta da doença que acomete seu pai e se depara com resquícios - extremamente doloridos - de um passado conturbado.

NOTA 8,5/10

FICÇÃO

NOTA 9/10

A resistência, Julián Fuks

Há sim passagens sobre a ditadura argentina, mas esse é apenas um assunto secundário. A obra é considerada uma auto-ficção, isto é, uma autobiografia ficcional, quando o autor reinventa sua própria existência. Tudo começa com um certo desabafo do narrador, Sebastián: “Meu irmão é adotado, mas não posso e não quero dizer que meu irmão é adotado”. E é a partir desse fato de seu passado que o narrador tenta reconstituir a origem do irmão adotado para compreender os motivos que o levaram a se recolher em suas próprias emoções. No entanto, a partir dessa visita às memórias, Sebastián acaba esbarrando na história de seus pais, casal de militantes argentinos que se vê obrigado a se exiliar de seu país e viajar para o Brasil, e, mais que isso, na sua própria história. Vencedor do prêmio Jabuti de 2016, principal prêmio da literatura nacional, A resistência é extremamente bem escrito e, na minha opinião, conseguiu aproximar muito o leitor de Sebastián e das reflexões sobre seu passado. A escrita de Fuks me surpreendeu muito, principalmente pela sua carga poética. Além disso, apesar de abordar temas mais densos, o livro é formado por capítulos curtos, o que dá uma maior fluidez ao texto. Julian Fuks é, com certeza, um dos destaques da literatura contemporânea nacional.

 

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A desumanização, Valter Hugo Mãe

Acho que é impossível ler apenas uma obra de Valter Hugo Mãe. O autor, um dos meus favoritos, consegue entrelaçar narrativas simples, mas intensas, com uma escrita impressionante.

NOTA 9,5/10

CLÁSSICOS, FICÇÃO

O conto da aia, Margaret Atwood

Embora este livro tenha sido escrito em 1985, ele foi um dos mais comentados em 2017. Antes de começar a ler, já tinha escutado opiniões diversas, então não sabia muito o que esperar.

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